Uma britânica de 47 anos, Caroline Baker, morreu após se submeter a uma cirurgia plástica de aumento de seios e abdominoplastia na Turquia. O inquérito realizado no Reino Unido não determinou a causa exata da morte, mas o legista sugeriu que causas naturais podem ter sido agravadas pelos efeitos da operação.
Detalhes do caso
Caroline Baker viajou à Turquia para realizar os procedimentos estéticos. Após a cirurgia, ela apresentou complicações e veio a óbito. O corpo foi repatriado para o Reino Unido, onde foi realizada a autópsia.
O exame descartou infarto como causa da morte, mas revelou que a mulher sofria de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e apresentava gordura nos pulmões. O legista afirmou que não havia provas suficientes para determinar a causa exata, mas destacou que a cirurgia pode ter contribuído para o desfecho fatal.
Declarações oficiais
Segundo o legista, “a Sra. Baker pode ter sofrido de causas naturais que foram agravadas pelos efeitos da cirurgia”. Ele também ressaltou a falta de evidências conclusivas sobre a relação direta entre o procedimento e a morte.
A família de Caroline Baker foi ouvida no inquérito e expressou pesar. O caso reacende o debate sobre os riscos das cirurgias plásticas realizadas no exterior, especialmente na Turquia, que se tornou um destino popular para procedimentos estéticos devido aos preços mais baixos.
Contexto e recomendações
Especialistas alertam que pacientes que buscam cirurgias no exterior devem verificar a qualificação dos médicos e as condições das clínicas. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica recomenda que procedimentos sejam realizados em locais com infraestrutura adequada e com médicos habilitados, além de um acompanhamento pós-operatório rigoroso.
O caso de Caroline Baker não é isolado. Nos últimos anos, aumentaram os relatos de complicações e mortes de turistas que viajam para fazer cirurgias plásticas na Turquia. As autoridades de saúde do Reino Unido emitiram alertas sobre os riscos.



