Polícia Civil indicia 17 por organização criminosa em Goianinha/RN
Polícia indicia 17 por organização criminosa em Goianinha

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu nesta terça-feira (7) o inquérito policial que resultou no indiciamento de 17 integrantes de uma organização criminosa com atuação no município de Goianinha, na Grande Natal, e regiões vizinhas. Os investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa armada, sequestro, cárcere privado e ameaça, além de serem suspeitos de homicídios.

Doze presos e cinco foragidos

Dos 17 indiciados, 12 foram detidos e cinco permanecem foragidos. A polícia também cumpriu mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, a organização estava envolvida em uma disputa por controle territorial com um grupo rival, recorrendo à prática de crimes.

Investigação a partir de sequestro

O avanço significativo da investigação ocorreu a partir de um crime registrado em dezembro de 2025, quando um homem foi atraído e sequestrado por integrantes da organização. A vítima foi levada para um galpão, onde permaneceu amarrada e foi interrogada em uma videochamada com lideranças da facção, que buscavam informações sobre o paradeiro do irmão dele, apontado como integrante de um grupo rival.

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Após o interrogatório, a vítima foi conduzida para uma área de mata na zona rural, onde seria executada. No entanto, aproveitando um momento de distração dos suspeitos, reagiu, feriu um dos criminosos e fugiu. O criminoso ferido abandonou, durante a fuga, uma bolsa contendo documentos pessoais e um aparelho celular. A perícia no celular revelou informações fundamentais para o aprofundamento das investigações.

Contribuição mensal e estrutura interna

A análise do material no celular permitiu identificar o funcionamento interno da organização criminosa, incluindo: divisão territorial entre lideranças responsáveis por determinados bairros; a existência de um sistema de arrecadação mensal obrigatório denominado “Caixa da Cidade”, com contribuição de R$ 150 por integrante; registros relacionados ao controle financeiro do grupo; aplicação de punições internas; e acompanhamento da situação disciplinar dos membros.

“A execução da mulher somente não foi consumada em razão da aproximação de uma viatura da Polícia Militar, circunstância que levou os suspeitos a fugir do local”, informou a Polícia Civil.

Novo sequestro em janeiro de 2026

Apesar das medidas cautelares, as atividades criminosas continuaram. Em janeiro de 2026, os investigados invadiram a residência da companheira de um integrante de um grupo rival, mantendo a vítima em cárcere privado sob graves ameaças, na presença da filha dela, de 1 ano.

Foragidos

Permanecem foragidos da Justiça: Julio Souza de Carvalho, conhecido como “Índio”, de 28 anos; Robson da Cruz Ferreira, conhecido como Popupinho, de 23 anos; Alin Kael Silva de Melo dos Santos, conhecido como “Kael”, de 22 anos; Creyson da Silva Santos, conhecido como “Creysinho”, de 26 anos; e Theles Pereira do Nascimento, conhecido como “Leozinho da Batalha”, de 19 anos. A Polícia Civil solicita que informações que possam contribuir para a localização dos foragidos sejam repassadas, de forma anônima e segura, por meio do Disque Denúncia 181.

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