As bolsas de Nova York operam em queda nesta terça-feira (7), mesmo após a Samsung divulgar lucro recorde no segundo trimestre. O movimento é atribuído a preocupações com a política monetária nos Estados Unidos e a desaceleração da economia global.
Lucro recorde da Samsung não anima mercados
A gigante sul-coreana Samsung reportou lucro operacional de 10,4 trilhões de wons (cerca de US$ 8 bilhões) no segundo trimestre, o maior da história da empresa. O resultado foi impulsionado pela forte demanda por chips de memória e semicondutores, especialmente para inteligência artificial. No entanto, o bom desempenho não foi suficiente para sustentar o otimismo nos mercados americanos.
Juros e dados econômicos pesam
Investidores seguem cautelosos com a possibilidade de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). A ata da última reunião do banco central americano, divulgada na semana passada, indicou que a maioria dos membros vê necessidade de manter a taxa elevada por mais tempo para conter a inflação. Além disso, dados fracos de manufatura e serviços nos EUA reforçaram temores de uma desaceleração econômica.
O índice Dow Jones caía 0,3% por volta das 11h (horário de Brasília), enquanto o S&P 500 recuava 0,4% e o Nasdaq, focado em tecnologia, tinha baixa de 0,6%. As ações de semicondutores, que costumam ser beneficiadas por notícias como a da Samsung, também operavam no vermelho.
Impacto no Brasil
A aversão ao risco global também afeta o mercado brasileiro. O Ibovespa opera fraco, influenciado pela queda das bolsas americanas e pela baixa do minério de ferro na China. O petróleo, por outro lado, sobe ligeiramente, sustentado por cortes de produção da Opep+. A agenda doméstica está vazia, sem indicadores relevantes ou eventos políticos de peso.
Segundo analistas, o mercado deve continuar volátil nas próximas sessões, à espera de novos dados de inflação nos EUA e de sinais sobre os próximos passos do Fed.



