O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) subiu o tom contra o colega de partido Zé Trovão (PL-SC) e o chamou de 'bosta' em meio a uma troca de farpas que expõe o racha interno no Partido Liberal. A ofensa ocorreu após Zé Trovão criticar duramente o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de 'covarde' por não aceitar a derrota nas urnas em 2022.
Entenda o conflito
Zé Trovão, conhecido por seu apoio explícito a Bolsonaro, surpreendeu ao afirmar em um evento que o ex-presidente agiu com covardia ao não reconhecer o resultado eleitoral e buscar contestar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração gerou reação imediata de Eduardo, que usou as redes sociais para atacar o correligionário. 'Zé Trovão é um bosta. Ele não tem moral para falar do meu pai', escreveu Eduardo, em tom de indignação.
Tensão no PL
A briga interna reflete desentendimentos sobre as estratégias pós-eleitorais do partido. Enquanto Eduardo defende uma postura de pacificação e diálogo, sem abrir mão das críticas ao governo Lula, Zé Trovão tem adotado uma linha mais radical, cobrando de Bolsonaro uma posição mais firme contra o resultado das urnas. 'Não podemos aceitar a derrota passivamente. Bolsonaro foi covarde ao não lutar até o fim', disse Trovão, segundo relatos de participantes do evento.
Eduardo, por sua vez, alertou que pode revelar informações contra Zé Trovão caso os ataques continuem. 'Ele que tome cuidado, porque tem muita coisa que pode vir à tona', ameaçou o deputado, em referência a possíveis ações judiciais ou administrativas envolvendo o colega.
Impacto político
O episódio evidencia as dificuldades do PL em manter a unidade em torno da figura de Jair Bolsonaro, que ainda exerce forte influência sobre a base conservadora. Analistas apontam que o racha pode enfraquecer o partido nas eleições municipais de 2024 e na sucessão presidencial de 2026. 'O PL precisa definir um rumo claro. Brigas internas só afastam o eleitorado', avaliou o cientista político Carlos Melo, em entrevista à Rádio CBN.
Até o momento, a direção nacional do PL não se manifestou oficialmente sobre o conflito. Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde o fim de seu mandato, também não comentou a polêmica.



