Polícia Civil do RJ cria núcleo para investigar crimes com criptomoedas
Polícia Civil do RJ cria núcleo para crimes com criptomoedas

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instituiu um setor especializado para apoiar investigações de delitos que envolvem moedas digitais. O Núcleo de Apoio às Investigações com Ativos Virtuais (NuCripto) foi criado com o objetivo de dar suporte técnico e operacional às delegacias que apuram movimentações financeiras realizadas com criptomoedas.

Combate a organizações criminosas

De acordo com a corporação, a equipe do NuCripto é formada por especialistas que atuarão prioritariamente no combate a organizações criminosas que utilizam ativos digitais para ocultar ou lavar dinheiro obtido de forma ilegal. A criação do núcleo ocorre após uma série de operações que identificaram fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas em diferentes regiões do estado.

Fazendas clandestinas de mineração

Recentemente, as forças de segurança localizaram estruturas desse tipo no Complexo do Lins, no Complexo da Maré e em municípios da Baixada Fluminense. Nas ações, foram apreendidos centenas de equipamentos de alto desempenho utilizados na mineração de ativos digitais. Segundo as investigações, os aparelhos eram abastecidos por ligações clandestinas de energia elétrica, conhecidas como "gatos de luz".

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O delegado responsável pelo núcleo, Dr. Ricardo Lima, afirmou: "O NuCripto representa um avanço significativo na capacidade da Polícia Civil de enfrentar crimes financeiros modernos. Estamos preparados para rastrear transações em blockchain e identificar os responsáveis por esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo criptomoedas."

Impacto nas investigações

Com a criação do NuCripto, a Polícia Civil do RJ espera aumentar a eficiência no combate a crimes como estelionato, extorsão e tráfico de drogas que utilizam criptomoedas como meio de pagamento. A unidade também atuará na capacitação de agentes e na produção de provas digitais para subsidiar ações judiciais.

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