Três PMs presos por vender arma apreendida por R$ 6 mil no Rio
PMs presos por vender arma apreendida por R$ 6 mil

Três policiais militares foram presos pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) sob a acusação de vender ilegalmente uma arma de fogo que havia sido apreendida durante uma operação policial. O armamento foi negociado por R$ 6 mil, valor do qual os agentes se apropriaram indevidamente. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Patrinus, que já havia resultado na detenção de outros PMs por crimes de extorsão.

Detalhes da apreensão e venda

De acordo com as investigações, a arma foi apreendida no dia 24 de julho de 2021, durante uma operação na comunidade da Caixa D'Água, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Em vez de registrar o armamento como apreendido e encaminhá-lo aos trâmites legais, os policiais decidiram vendê-lo clandestinamente. A transação foi realizada por R$ 6 mil, valor que foi dividido entre os envolvidos.

A investigação do MPRJ revelou que os policiais utilizaram mensagens de texto e aplicativos de comunicação para negociar a venda. Além disso, foram identificadas transações bancárias suspeitas que corroboram a apropriação do dinheiro. O esquema veio à tona após denúncias anônimas e trabalho de inteligência do Ministério Público.

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Operação Patrinus

A Operação Patrinus é uma força-tarefa do MPRJ focada em combater crimes praticados por policiais militares, especialmente extorsão e corrupção. Em ações anteriores, a operação já havia prendido outros PMs acusados de cobrar propinas e desviar recursos. Desta vez, o foco foi o comércio ilegal de armas apreendidas, prática que coloca em risco a segurança pública e alimenta o crime organizado.

O MPRJ informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema. A corporação também destacou a importância de coibir esse tipo de conduta para preservar a integridade das instituições e a confiança da população na polícia.

Posicionamento da Polícia Militar

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) foi notificada sobre as prisões e informou que abrirá um procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes. A corporação afirmou que repudia veementemente qualquer ato ilícito cometido por seus integrantes e que colabora com as investigações do MPRJ. Os três policiais presos estão à disposição da Justiça e podem responder pelos crimes de peculato e comércio ilegal de arma de fogo.

O caso reforça a necessidade de mecanismos de controle interno e externo na atuação policial, especialmente no que diz respeito ao destino de materiais apreendidos. A venda ilegal de armas não apenas desvia equipamentos que deveriam ser destruídos ou incorporados ao acervo estatal, como também abastece o mercado ilegal, potencializando a violência.

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