PM Ambiental flagra venda ilegal de pombos em Duque de Caxias
PM Ambiental flagra venda ilegal de pombos em Duque de Caxias

A Polícia Militar Ambiental do Rio de Janeiro reprimiu a venda ilegal de pombos em uma loja localizada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Durante a operação, foram encontradas nove aves aparentemente debilitadas, mantidas em ambiente insalubre e sem as condições mínimas de bem-estar animal.

Flagrante e condições das aves

Os agentes chegaram ao estabelecimento após denúncia anônima. No local, constataram que os pombos estavam em gaiolas sujas, sem água limpa e com espaço insuficiente. A Polícia Militar divulgou imagens que mostram a precariedade do local, com fezes acumuladas e animais visivelmente fracos.

Uma tabela de preços exposta na loja confirmava a oferta de pombos vivos para venda, o que contradisse a negativa inicial do gerente. Segundo a PM, o gerente tentou negar a comercialização, mas a prova material foi decisiva para o flagrante.

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Consequências legais

O gerente foi conduzido à Delegacia de Polícia de Meio Ambiente (DPMA) e poderá responder por crime ambiental, conforme o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). A pena prevista para quem vende ou mantém animais silvestres ou exóticos sem autorização é de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

A Polícia Militar Ambiental reforçou que a venda de pombos sem licença é ilegal, pois os pombos são considerados animais exóticos quando domesticados, exigindo registro e condições adequadas. A operação faz parte de uma série de ações para coibir o comércio irregular de animais na região.

Impacto e próximos passos

As aves resgatadas foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), onde receberão cuidados veterinários. A loja poderá ser multada e interditada, dependendo da investigação.

O caso acende um alerta sobre o comércio ilegal de animais na Baixada Fluminense. Segundo especialistas, a falta de fiscalização e a demanda por animais vivos para rituais religiosos, alimentação ou criação contribuem para a perpetuação dessas práticas. A população pode denunciar casos semelhantes pelo Linha Verde (0300 253 1177).

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