A Paraíba registra o maior déficit de policiais militares e civis entre todos os estados do Nordeste, conforme o levantamento “Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil”, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo compara o efetivo existente com o número de vagas autorizadas por lei em cada estado.
Polícia Militar: apenas 54,4% do quadro preenchido
Na Polícia Militar, a Paraíba conta com 10.309 agentes, enquanto o quadro previsto é de 18.935 policiais. Isso representa uma taxa de preenchimento de 54,4%, a menor do Nordeste e a oitava menor do Brasil. O g1 entrou em contato com a Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social (SSDS) da Paraíba para obter um posicionamento, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
Entre os estados nordestinos, a taxa de preenchimento da Polícia Militar é a seguinte: Paraíba (54,4%), Pernambuco (56,3%), Piauí (56,6%), Alagoas (57,8%), Rio Grande do Norte (64,4%), Bahia (64,6%), Maranhão (73,2%), Sergipe (82,4%) e Ceará (100,4%). O Ceará é o único estado da região – e um dos poucos do país – com o quadro completo, superando até o efetivo previsto.
Polícia Civil: déficit ainda mais grave
Na Polícia Civil, a situação da Paraíba é ainda mais crítica. O estado tem 2.169 policiais civis para 6.300 vagas autorizadas, o que corresponde a uma taxa de preenchimento de 34,4%. Esse índice é o menor do Nordeste e o terceiro menor do Brasil, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro e Rondônia.
No Nordeste, as taxas de preenchimento da Polícia Civil são: Paraíba (34,4%), Rio Grande do Norte (34,7%), Pernambuco (43,3%), Alagoas (44,4%), Piauí (49,6%), Bahia (50,3%), Maranhão (70,2%), Ceará (80,1%) e Sergipe (92,0%). Sergipe é o estado com o quadro mais próximo da totalidade na região.
Polícia Penal também abaixo do ideal
O levantamento também traz dados sobre a Polícia Penal. Na Paraíba, são 1.649 agentes para um quadro previsto de 2,4 mil, o equivalente a uma taxa de preenchimento de 68,7%. O índice é o quinto menor do Nordeste e o décimo menor do Brasil.
No Nordeste, os percentuais são: Piauí (39,2%), Pernambuco (50,5%), Bahia (60,7%), Maranhão (66,6%), Paraíba (68,7%), Rio Grande do Norte (71,3%) e Sergipe (97,9%). O levantamento não informa o efetivo previsto para a Polícia Penal do Ceará, que atualmente possui 3.479 agentes, nem a taxa de preenchimento de Alagoas, que tem 852 policiais penais no efetivo.
Os números reforçam o desafio da segurança pública na Paraíba, que enfrenta um déficit significativo em todas as forças de segurança, com impacto direto na capacidade de atuação e no atendimento à população.



