Operação contra fraude em UPAs prende secretária de Saúde de Palmas
Operação prende secretária de Saúde de Palmas por fraude em UPAs

Uma operação da Polícia Civil do Tocantins resultou na prisão da secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, na quarta-feira (10). A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que teve a prisão preventiva decretada, continua foragida. As investigações apontam supostas fraudes no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, envolvendo coação de testemunhas e irregularidades contratuais.

Entenda o caso

Cláudia Fernanda é apontada como representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, entidade que teria sido beneficiada por um contrato de R$ 139 milhões firmado com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus). No entanto, a Santa Casa negou que a empresária a represente. A Polícia Civil divulgou o cartaz de procurada de Cláudia na mesma data das prisões. Segundo a defesa, a empresária só deve se apresentar após ter acesso ao processo e entender os motivos da medida.

Carro de luxo alugado

Um dos pontos centrais da investigação é a relação de Cláudia com o superintendente Andreis Vicente da Costa. De acordo com o Ministério Público, a empresária alugou um carro de luxo BMW X1 S20I M Sport, ano 2025/2026, um dia antes da assinatura da Justificativa de Dispensa de Chamamento Público, que dispensou o procedimento licitatório. O veículo, supostamente entregue ao superintendente, teria sido usado constantemente por ele. O custo global da locação foi de R$ 228.576,00 por dois anos, equivalentes a R$ 9.524,00 por mês. Para os investigadores, o uso do veículo pode indicar vantagem indevida disfarçada, já que o valor é incompatível com a renda do servidor. Relatórios também apontam que os dois viajaram para São Paulo durante as investigações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Prisão preventiva e outros processos

A Justiça decretou a prisão preventiva de Cláudia Fernanda com base na gravidade dos fatos, no alto valor envolvido e no risco de continuidade das práticas investigadas. O contrato em questão segue em execução, com repasses milionários, o que reforça a necessidade da medida cautelar. Além disso, a empresária já responde a outros processos relacionados à saúde em Palmas, incluindo uma ação de improbidade administrativa e um inquérito por suspeitas de irregularidades na compra de insumos de saúde. Ela é investigada pelo desvio de R$ 1 milhão em contratos de fornecimento de testes rápidos da Covid-19 em 2020.

A operação continua em andamento, e as autoridades buscam esclarecer todos os detalhes das supostas fraudes. Mais informações devem ser divulgadas nos próximos dias.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar