Operação Paz no Chapadão: três presos e armas apreendidas no Pará
Operação Paz no Chapadão: três presos e armas apreendidas

A Polícia Civil do Pará deflagrou, nesta quarta-feira (3), a Operação Paz no Chapadão na zona rural de Santarém, no oeste do Pará. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA), cumpriu medidas cautelares contra suspeitos de envolvimento em conflitos agrários, ameaças e lesões corporais na região do Chapadão. Três homens foram presos e armas foram apreendidas.

Investigações apontam grupo armado

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam a possível atuação de um grupo armado que atuava diretamente na disputa possessória de terras rurais. Durante as diligências, as equipes policiais cumpriram um mandado de prisão temporária contra Luiz Carlos Muniz, conhecido como “Luizão”. Ele é apontado pelas investigações como um dos principais envolvidos na violência registrada na região.

Apreensão de armas e prisões em flagrante

Além da prisão de "Luizão", os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis vinculados aos investigados. Nos locais, foram apreendidas três armas de fogo — sendo duas espingardas e um revólver calibre .38 —, além de diversas munições. Em decorrência do material encontrado, outros dois homens foram presos em flagrante: Alexandre de Souza Guimarães e Benedito Ferreira Filho. Ambos foram autuados por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento e permanecem presos à disposição da Justiça.

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Os suspeitos devem responder por associação criminosa armada, posse irregular de arma de fogo e outros crimes que serão individualizados. A Polícia Civil informou ainda que, por se tratar de áreas federais, é possível que a Polícia Federal (PF) também atue no caso.

Objetivo: paz e ordem no campo

A Polícia Civil esclareceu que a atuação da DECA não tem como objetivo definir quem são os donos legítimos das terras em disputa, mas sim cessar e apurar as condutas criminosas decorrentes desses conflitos. O foco da operação é garantir a integridade física dos moradores e restabelecer a paz social na comunidade rural.

As investigações continuam para identificar se os suspeitos integram uma associação criminosa armada e se possuem participação em outros crimes de coação e violência na região. Em nota, a instituição reafirmou o compromisso com a segurança no campo e a repressão qualificada aos crimes agrários no Pará.

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