A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (1º de julho de 2026), dois homens investigados por lesão corporal contra mulheres, com base na Lei Maria da Penha. As prisões ocorreram nos bairros do Centro e do Méier, como parte da Operação Mulher Segura 2026, força-tarefa que já capturou mais de 600 suspeitos desde o início da operação, em junho.
Operação Mulher Segura 2026: mais de 600 prisões em um mês
A Operação Mulher Segura é coordenada pelo Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) e tem como objetivo reprimir e prevenir crimes de violência de gênero em todo o estado do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, a ação segue até o final de 2026, com cumprimento de mandados de prisão e medidas protetivas.
Até o momento, mais de 600 suspeitos foram capturados, número que reflete o aumento das denúncias e a atuação integrada das delegacias especializadas. A delegacia responsável pelas prisões desta terça-feira foi a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga os casos de violência doméstica e familiar.
Detalhes das prisões no Centro e no Méier
Os dois presos são acusados de lesão corporal dolosa, crime previsto no artigo 129 do Código Penal, com a majorante da violência doméstica (Lei Maria da Penha). As identidades dos agressores não foram divulgadas para preservar as vítimas. As prisões ocorreram em endereços residenciais, após investigações que apontaram o descumprimento de medidas protetivas.
A Polícia Civil reforça que a Operação Mulher Segura continuará ao longo do ano, com ações diárias de inteligência e patrulhamento. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo Disque-Denúncia (181) ou diretamente nas Deams.
Contexto da violência contra a mulher no Rio de Janeiro
Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, em 2025, o estado registrou mais de 40 mil casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. A Operação Mulher Segura visa conter esse avanço, priorizando o cumprimento de mandados em aberto e a proteção de vítimas em situação de risco.
“A operação representa um compromisso do Estado em combater a impunidade e garantir a segurança das mulheres fluminenses”, afirmou o secretário de Polícia Civil, em nota oficial.



