A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (22) a Operação Metástase, que desmantelou uma quadrilha especializada no roubo e adulteração de medicamentos oncológicos. Cinco suspeitos foram presos, incluindo o líder Stefano Mantovani Fernandes. A investigação aponta que o grupo roubou mais de 50 cargas de remédios para câncer, causando prejuízo estimado em milhões de reais e colocando em risco a saúde de pacientes.
Dinâmica dos roubos e adulteração
De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha agia de forma organizada: primeiro, monitoravam cargas de medicamentos oncológicos em transportadoras e depósitos. Em seguida, realizavam o roubo com uso de armas e veículos. Os medicamentos eram levados para o Complexo da Maré, onde passavam por adulteração – prazos de validade eram alterados e embalagens falsificadas.
“Os medicamentos eram redistribuídos para hospitais por meio de licitações fraudulentas, muitas vezes vencidos ou sem garantia de procedência”, afirmou o delegado responsável pela operação, sem identificar o nome.
Impacto nos pacientes
A adulteração de remédios oncológicos pode comprometer o tratamento de pacientes com câncer, levando a falhas terapêuticas e riscos de intoxicação. A Polícia Civil alerta que hospitais que adquiriram esses medicamentos podem ter aplicado substâncias ineficazes ou perigosas.
“É um crime hediondo, que atinge pessoas em situação de vulnerabilidade”, declarou o secretário de Segurança Pública do Rio, em coletiva.
Investigação e prisões
A Operação Metástase foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). As prisões ocorreram em diferentes bairros da capital fluminense. Além de Stefano Mantovani Fernandes, foram detidos outros quatro suspeitos, cujos nomes não foram divulgados. A polícia cumpre ainda mandados de busca e apreensão.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar parte dos medicamentos desviados.



