Um aposentado de 61 anos, morador de Ribeiro Gonçalves (PI), perdeu mais de R$ 25 mil após cair no golpe do "falso intermediário" ao tentar comprar um carro pela internet. Segundo a Polícia Civil do Piauí, ele é uma das vítimas de um esquema supostamente controlado por uma família de Cuiabá (MT).
Nesta quarta-feira (8), 13 pessoas suspeitas de praticar estelionato digital foram alvo da Operação Falso Elo e tiveram celulares, cartões de crédito e outros bens apreendidos. A ação teve o apoio da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso.
Esquema familiar e atuação na OLX
"A investigação começou em março de 2025. Restou constatado que o esquema era operado e comandado por integrantes de uma mesma família. Pais, filhos, noras e genro", destacou o delegado Marcos Halan, da Delegacia de Polícia de Baixa Grande do Ribeiro (PI).
De acordo com o delegado, o grupo utilizou a plataforma OLX para induzir o aposentado a acreditar que realizava uma compra legítima. Além de estelionato digital, são investigados os crimes de falsificação de documento e a associação criminosa. O g1 tenta contato com a OLX.
Como o golpe funcionava
"O grupo manipulou as conversas entre comprador e o vendedor real, fazendo com que o automóvel fosse exibido sem que o proprietário revelasse o valor verdadeiro de venda. Mediante comprovantes falsificados e outros artifícios fraudulentos para simular legalidade, a organização conseguiu que o idoso transferisse valores expressivos diretamente para contas controladas pelo grupo", explicou.
Ainda de acordo com o delegado, o grupo atuava de forma "altamente organizada e reiterada", com significativa capacidade operacional e logística, para aplicar fraudes semelhantes. O número de vítimas identificadas até a última atualização desta reportagem não foi divulgado.
Alcance nacional e transnacional
"As diligências técnicas demonstraram que o grupo criminoso possuía alcance nacional e transnacional, com registros de pessoas lesadas não apenas em diversos estados do Brasil, mas também residentes no exterior", disse Marcos Halan.
A polícia espera identificar novas vítimas a partir da perícia e extração forense de dados do dispositivos apreendidos. E orienta que os cidadãos adotem cautela em negociações virtuais e, caso identifiquem indícios de fraude, procurem imediatamente uma unidade policial, preservando mensagens, comprovantes, capturas de tela e links das plataformas utilizadas.



