As forças de segurança seguem em busca de três investigados que permanecem foragidos após a deflagração da Operação D20 pela Polícia Civil em Santarém, no oeste do Pará. Entre os procurados está o sargento Uderley Oliveira da Silva, da Polícia Militar, que também poderá responder por crime militar, uma vez que já está configurada ausência injustificada ao serviço, sendo considerado desertor.
Detalhes da operação
A operação foi realizada pela 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil e teve como alvo um grupo investigado pelo roubo de uma carga de aproximadamente uma tonelada de drogas que estava escondida em caixas de móveis planejados, transportadas de Manaus para Santarém. Durante a ação, dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos. Os presos foram identificados como um soldado da Polícia Militar, apontado pela investigação como um dos envolvidos no esquema criminoso, e outro suspeito que teria participado da ação, dando apoio ao grupo.
Segundo a delegada Raíssa Beleboni, responsável pelas investigações, os presos tiveram participação direta ou indireta no roubo da carga. Já os investigados que continuam foragidos são Leomar Alessandro Jati Leal, apontado como motorista do veículo Ônix utilizado na ação; Ricardo Júnior Maia da Costa, proprietário da residência onde a carga seria descarregada; e o sargento da PM Uderley Oliveira da Silva, identificado como um dos suspeitos autores diretos do assalto.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os suspeitos e cumprir os mandados de prisão em aberto. “Pedimos que qualquer informação sobre o paradeiro dos foragidos seja repassada ao Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido”, reforçou a corporação.
Sargento poderá responder por crime militar
Em nota encaminhada ao g1, a Polícia Militar do Pará informou que o sargento investigado permanece vinculado à corporação, mas poderá responder também na esfera militar. De acordo com a PM, após oito dias consecutivos de ausência injustificada ao serviço, é instaurado o procedimento de deserção, previsto na legislação militar como crime. “A PMPA ressalta que não compactua com desvios de conduta e que todas as medidas legais e administrativas cabíveis estão sendo adotadas”, informou a corporação. A instituição acrescentou ainda que segue colaborando com as investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Entenda o caso
As investigações tiveram início após o roubo de uma caminhonete D20 ocorrido em abril deste ano. Durante a apuração, a Polícia Civil descobriu que o veículo transportava uma carga de aproximadamente uma tonelada de entorpecentes escondida em caixas de móveis planejados. No decorrer da operação, os policiais apreenderam cerca de 30 caixas utilizadas para ocultar a droga, além de celulares, notebooks, câmeras de monitoramento, mídias de armazenamento e um veículo que teria sido usado pelos investigados.
A Polícia Civil continua as buscas para localizar os três foragidos e concluir o inquérito policial.



