Operação da Polícia Civil combate monopólio de alimentos em comunidades do Rio
Operação contra monopólio de alimentos no Rio

A Polícia Civil iniciou, nesta quarta-feira (3), uma operação para desarticular esquemas de monopólio na venda de alimentos em comunidades do Rio de Janeiro. Segundo as investigações, traficantes e milicianos obrigavam comerciantes a adquirir produtos, como sacas de farinha, apenas de fornecedores específicos.

Detalhes da operação

Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) saíram para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços nas zonas Oeste e Norte da capital. O esquema atingia principalmente pequenos e médios comerciantes, especialmente na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio.

Ameaças e prejuízos

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram submetidas a ameaças constantes de represálias, prejuízos financeiros e até fechamento dos estabelecimentos. Os comerciantes também eram forçados a comprar mercadorias em quantidades superiores às necessidades dos negócios e por preços acima dos praticados no mercado.

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Estrutura empresarial ilegal

A quadrilha montou uma estrutura empresarial para dar aparência de legalidade às atividades ilícitas, como a distribuição de mercadorias e a movimentação financeira. Essa fachada permitia que o grupo operasse de forma mais dissimulada, dificultando a ação das autoridades.

Estratégia de domínio territorial

A exploração econômica promovida pelo grupo faz parte de uma estratégia mais ampla de domínio territorial. De acordo com a Draco, organizações ligadas à milícia e ao tráfico de drogas ampliaram sua influência sobre atividades comerciais legítimas para fortalecer o poder econômico e aumentar a capacidade de controle sobre regiões do estado.

Objetivos da operação

O objetivo da operação desta quarta-feira é apreender documentos, registros contábeis e aparelhos eletrônicos. As diligências continuam para identificar todos os envolvidos, dimensionar a movimentação financeira do esquema e apurar possíveis conexões com outros crimes.

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