O oceanógrafo americano Charles Gorri, de 57 anos, foi encontrado morto em uma trilha em Florianópolis, nove meses após seu desaparecimento. O corpo foi localizado na quinta-feira (4) em uma área de costão e paredões rochosos de difícil acesso na região da praia da Lagoinha do Leste, no sul da ilha. A retirada dos restos mortais, que estavam em avançado estado de decomposição, só foi concluída na sexta-feira (5) pelo Corpo de Bombeiros.
Quem era Charles Gorri
Natural de Detroit, nos Estados Unidos, Charles mudou-se para o Brasil ainda na infância e falava fluentemente português. Doutor em Oceanografia Biológica, ele integrou o projeto MAArE, que monitora a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e atua na conservação dos oceanos e áreas costeiras. Além da pesquisa, trabalhava como condutor ambiental em uma agência de ecoturismo em Florianópolis, guiando visitantes por áreas naturais e unidades de conservação.
Atuação e legado
Em nota divulgada nas redes sociais, a empresa de ecoturismo destacou o "currículo admirável" de Charles, repleto de conhecimento e conquistas, e sua "capacidade de oferecer o melhor de si e de reconhecer o melhor em cada pessoa que cruzava seu caminho". A empresa afirmou: "Ele amava profundamente todas as formas de vida e dedicou sua vida por justiça social e ambiental. Foi um educador inesquecível, daqueles que ensinavam com a mesma intensidade com que aprendiam".
Investigação
O delegado Abel Mantovani Bovi, titular da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) de Santa Catarina, informou que aguarda os laudos da Polícia Científica. Ainda não há informações sobre a causa da morte. O corpo foi encontrado por acaso durante o resgate de outra pessoa que havia caído no costão da mesma área.



