Três homens foram presos nesta segunda-feira (22) durante a segunda fase da Operação Ferrugem, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. Eles são investigados por envolvimento em um sequestro ocorrido em maio de 2026 em Barcarena, na Região Metropolitana de Belém. Segundo as investigações, os criminosos exigiram R$ 2 milhões para libertar um empresário.
Detalhes das prisões
As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio da Polícia Federal, por meio da Delegacia de Polícia de Migração do Aeroporto Internacional de Belém.
Entre os detidos está Helton Cezar Sanches Gomes, conhecido como “Rato”, apontado como integrante da organização criminosa responsável pelo sequestro. Também foi preso Ronaldo Cardoso Furtado, o “RK”, investigado por participação direta no crime, com atuação na logística financeira do grupo. No momento da abordagem, ele portava substâncias entorpecentes e foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. O terceiro preso é Diogo Castro Machado, que já possuía mandados de prisão por condenações definitivas por tráfico de drogas e roubo. Ele foi localizado no Aeroporto de Belém e apresentou documento falso durante a abordagem, sendo preso também por uso de documento falso.
Contexto da operação
A segunda fase da Operação Ferrugem teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara Criminal de Barcarena contra investigados pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa. As apurações indicaram a existência de uma organização criminosa estruturada voltada a esse tipo de crime. A partir disso, a polícia solicitou as prisões preventivas dos envolvidos.
Os três presos foram conduzidos à sede da DRRBA, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. Ao todo, cinco pessoas já foram presas na operação. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.
Relembre o caso
O crime ocorreu em 19 de maio de 2026, por volta das 7h, na localidade de Vila do Conde, em Barcarena. Um empresário e sua esposa foram abordados por criminosos armados e encapuzados. Pelo menos um dos suspeitos usava roupa semelhante à de policial civil. Durante a ação, a mulher foi abandonada em um ramal após o Trevo do Peteca, enquanto o empresário foi levado pelos sequestradores.
Os criminosos exigiram R$ 2 milhões pela libertação da vítima, além de cobrarem drogas, ouro e dinheiro. Após diligências policiais, o empresário foi libertado no mesmo dia. Mesmo assim, os suspeitos continuaram fazendo exigências. As investigações identificaram uma conta bancária que receberia parte do valor do resgate, o que levou à prisão em flagrante de dois integrantes do grupo ainda no dia do crime: John Ítalo Silva Pinheiro e Luiz Carlos Nunes da Cunha.



