A Polícia Federal deflagrou a Operação Unha e Carne para desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que utilizava postos de combustíveis como fachada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A investigação aponta Luisi Pinho como peça-chave, atuando como testa de ferro do marido, o policial civil José Carlos Alves de Souza.
Esquema movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos
De acordo com a PF, o esquema movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões entre 2018 e 2024. As esposas de policiais civis eram usadas como "laranjas" para ocultar a verdadeira origem do dinheiro. O advogado Renivaldo Vieira Granja Júnior era o responsável por gerenciar as operações financeiras.
Luisi Pinho é proprietária de um posto de combustível em Icaraí, Niterói, que servia como fachada para as atividades ilegais. A PF acredita que ela era apenas a figura pública, enquanto o marido comandava o esquema nos bastidores.
Investigação e provas
A operação foi batizada de Unha e Carne em referência à proximidade entre os envolvidos. As investigações começaram após denúncias de movimentações suspeitas em contas bancárias ligadas a postos de combustível. A PF conseguiu rastrear a rede de lavagem e identificar os principais envolvidos.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo residências e estabelecimentos comerciais. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos suspeitos.
Impacto e próximos passos
O esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustível causou prejuízos milionários aos cofres públicos, além de alimentar outras atividades criminosas. A PF continua as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores desviados.
Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade ideológica. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.



