O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apresentou pedido de condenação de 11 pessoas, entre elas sete policiais civis, por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) em crimes de lavagem de dinheiro, extorsão, suborno e tráfico de drogas. A ação decorre da investigação sobre a morte do empresário delator Vinicius Gritzbach, assassinado em 2024 no Aeroporto de Guarulhos.
Detalhes do pedido do MP-SP
O MP-SP requereu a condenação dos acusados com base nas provas colhidas durante a operação Tacitus. Além das penas privativas de liberdade, o órgão pede a perda dos cargos públicos dos policiais envolvidos e o pagamento de indenização por danos morais e sociais. A investigação revelou que os agentes públicos atuavam em conluio com a facção criminosa, facilitando esquemas ilícitos e recebendo vantagens indevidas.
Papel dos policiais no esquema
De acordo com as investigações, os policiais civis utilizavam seus cargos para proteger membros do PCC, desviar investigações e extorquir dinheiro de empresários. Eles também são acusados de participação ativa no tráfico de drogas e na lavagem de recursos obtidos ilegalmente. A trama envolvia o empresário Vinicius Gritzbach, que havia se tornado delator e foi morto a tiros no saguão do aeroporto.
Contexto do caso Gritzbach
Vinicius Gritzbach era investigado por ligações com o PCC e firmou um acordo de delação premiada com o MP-SP. Sua morte, em novembro de 2024, foi executada por dois homens que fugiram em um carro. Imagens de câmeras de segurança mostraram a ação. A partir daí, as autoridades intensificaram as apurações que culminaram na denúncia contra os policiais.
Próximos passos
A Justiça de São Paulo analisará o pedido do MP-SP. Caso aceito, os acusados serão submetidos a julgamento. A defesa dos policiais ainda não se manifestou publicamente. O caso é considerado um dos maiores escândalos de corrupção policial envolvendo o PCC nos últimos anos.



