Moraes solta ex-prefeito Márcio Canella mas cobra explicações sobre fuzil da PM
Moraes solta ex-prefeito mas cobra explicações sobre fuzil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro preste esclarecimentos sobre o armamento apreendido durante a operação que resultou na prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella. Na decisão, Moraes concedeu liberdade provisória a Canella, mas impôs medidas cautelares e cobrou explicações sobre as armas encontradas.

Armamento apreendido pertencia à PM

Segundo o auto de prisão da Polícia Federal, os agentes encontraram um fuzil de uso restrito, pertencente à Polícia Militar, dentro de um veículo no condomínio de Márcio Canella. O armamento, apontou o ministro, estava sob responsabilidade de um sargento da PM. De acordo com a defesa do ex-prefeito, o sargento atuava na escolta de Canella. Os advogados alegaram que a arma estava devidamente cedida pela Polícia Militar ao oficial e anexaram uma cópia de um relatório de armas em serviço.

A Polícia Federal prendeu, na última quarta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, por porte ilegal de arma de uso restrito. A sexta fase da investigação visa desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também é investigado.

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Outro PM flagrado com arma

Em outro endereço alvo de buscas, o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto também foi flagrado com uma arma de fogo. A defesa do policial afirmou que ele prestava serviços de segurança para os investigados e que sua presença no local não era clandestina. O ministro, apesar de conceder a liberdade a ambos, afirmou que há dúvidas sobre a legalidade da posse das armas da corporação dentro de veículos particulares, além da atuação de policiais como “seguranças” dos investigados.

“Essas dúvidas não foram sanadas pela Defesa até o presente momento, justificando a manutenção da prisão em flagrante delito na audiência de custódia e deverão ser resolvidas com as necessárias informações que deverão ser prestadas pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou o ministro.

Medidas cautelares impostas

Na decisão, Moraes determinou a soltura dos envolvidos, mas impôs medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país e a suspensão imediata de qualquer documento de porte de arma. A operação da PF amplia a crise no palanque de Flávio Bolsonaro no Rio, e o Partido Liberal avalia a substituição de candidaturas.

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