A queda de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, que resultou em seis mortes, acendeu um alerta entre os moradores da Barra da Tijuca e do próprio Recreio. Eles denunciam um aumento significativo de voos irregulares e cobram das autoridades uma fiscalização mais rigorosa.
Reunião já estava agendada
A Associação de Moradores da Barra da Tijuca já havia marcado uma reunião com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para discutir o descumprimento dos limites de altitude na região. O encontro ocorreria dias após o acidente, mas a tragédia antecipou o debate sobre a segurança aérea local.
Relatos de moradores
Moradores afirmam que aeronaves têm sobrevoado áreas residenciais a alturas muito baixas, próximas a prédios e casas. "É uma tragédia anunciada. Voam cada vez mais baixo e sem qualquer respeito às normas", disse um residente. Outro morador complementou: "O barulho é ensurdecedor e o perigo é constante. Já tivemos sustos com helicópteros quase tocando os edifícios".
Voos clandestinos e falta de fiscalização
Além do descumprimento de altitude, a comunidade denuncia a existência de voos clandestinos, sem autorização ou plano de voo. A falta de fiscalização efetiva é apontada como principal causa para a reiteração dessas infrações. "Precisamos de medidas concretas, não apenas promessas. A fiscalização precisa ser intensificada e os infratores punidos", cobrou um líder comunitário.
Consequências da tragédia
A colisão entre os dois helicópteros no Recreio chocou a cidade e reacendeu o debate sobre a segurança do transporte aéreo na região. As seis vítimas fatais eram ocupantes de uma das aeronaves. As investigações sobre as causas do acidente ainda estão em andamento, mas a suspeita inicial é de que uma das aeronaves estivesse voando em altitude irregular.
Medidas urgentes exigidas
Diante do cenário, os moradores organizaram abaixo-assinados e planejam protestos para exigir ações imediatas. Entre as reivindicações estão:
- Fiscalização eletrônica do espaço aéreo na região;
- Multas mais severas para voos irregulares;
- Campanhas de conscientização para pilotos e empresas;
- Criação de um canal direto de denúncias para a população.
A Associação de Moradores espera que a reunião com o Decea, agora ainda mais urgente, traga respostas concretas. "Não podemos esperar outra tragédia para agir. O poder público precisa assumir sua responsabilidade", concluiu o presidente da associação.



