Militar bêbado que matou motociclista em Campo Grande tem prisão mantida
Militar bêbado que matou motociclista tem prisão mantida

A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu manter preso o militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 22 anos, suspeito de atropelar e matar a motociclista Miriam Rosa Matos, de 45 anos. O acidente ocorreu na manhã de sábado (20), no cruzamento das ruas Maracaju e Padre João Crippa, no Centro de Campo Grande. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (22), no Fórum local.

Prisão preventiva após parecer do MPMS

Segundo a Justiça, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva após parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Mais cedo, a defesa do militar havia solicitado liberdade provisória, mas o pedido foi negado. A decisão mantém Victor Vicentin Rocha detido enquanto as investigações prosseguem.

Detalhes do acidente

O acidente aconteceu por volta das 6h30 do último sábado. Miriam pilotava uma moto quando foi atingida pela caminhonete conduzida pelo militar. Com o impacto, ela foi arremessada e morreu no local. Após a colisão, o veículo perdeu o controle, bateu em uma árvore e invadiu o estacionamento de uma clínica na região.

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O motorista foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). De acordo com a Polícia Civil, ele apresentava sinais de embriaguez. Segundo o delegado Edson Caetano, o militar teria consumido álcool antes do acidente e dirigia em alta velocidade. A investigação também aponta que ele teria batido em outro veículo antes de atingir a motociclista.

“Tudo leva a crer que ele estava em velocidade incompatível com a via e atingiu a motocicleta. Depois perdeu a direção e bateu na árvore”, afirmou o delegado.

Teste do bafômetro e afastamento

Victor e o passageiro da caminhonete foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levados para a UPA. Após receber alta, o militar fez o teste do bafômetro, que indicou 0,42 mg/L de álcool no sangue – valor que supera o limite legal para caracterizar embriaguez ao volante.

Em nota, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou que o soldado está afastado das funções há quase um ano para tratamento de saúde. Após alta hospitalar, ele será encaminhado para um presídio militar.

Posicionamento do Exército

O Comando Militar do Oeste informa que o militar em questão encontra-se afastado de suas funções há quase um ano para tratamento de saúde. Após receber alta hospitalar, o soldado será encaminhado para estabelecimento prisional militar, onde permanecerá à disposição da Justiça.

O Comando Militar do Oeste lamenta profundamente os fatos noticiados e reafirma que o Exército Brasileiro não compactua com condutas que contrariem os princípios éticos, os valores militares e o ordenamento jurídico vigente. A Instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com os desdobramentos do caso, nos limites de suas atribuições legais.

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