A Polícia Civil do Rio de Janeiro desencadeou uma operação para investigar a atuação de uma milícia e do Terceiro Comando Puro (TCP) que estariam obrigando comerciantes a adquirir farinha e outros insumos de empresas controladas pelo crime organizado. O esquema, que configura um monopólio forçado, ocorre em pontos de quatro bairros da Zona Oeste e um da Zona Norte da capital fluminense.
Entenda o esquema criminoso
Segundo as investigações, os criminosos impõem aos comerciantes a compra de farinha a preços muito acima do mercado, gerando lucros ilícitos para as organizações. Os empresários que se recusam a participar são alvo de ameaças e sofrem graves consequências, como retaliações violentas. A prática afeta diretamente o comércio local, elevando custos e prejudicando a economia dessas regiões.
Bairros afetados
Os bairros onde o monopólio foi identificado incluem áreas das Zonas Oeste e Norte, como Campo Grande, Santa Cruz, Bangu, Realengo e Jacarepaguá, além de bairros da Zona Norte como Madureira. A polícia não descarta que outros locais também estejam sendo impactados.
Ação policial
Durante a operação, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Inspetoria Especial (IE) cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. O objetivo é coletar provas, como documentos, anotações e dispositivos eletrônicos, que possam aprofundar a investigação e identificar todos os envolvidos no esquema.
Consequências para os comerciantes
Comerciantes que se negam a aderir ao esquema relatam pressão constante e medo de represálias. Muitos preferem não denunciar por receio de sofrer violência física ou danos ao seu estabelecimento. A polícia reforça a importância de denúncias anônimas para combater esse tipo de crime.
Próximos passos
A investigação segue em andamento, e a polícia trabalha para desmantelar completamente a rede de monopólio forçado. A expectativa é que novas fases da operação ocorram nos próximos dias, com o objetivo de prender os líderes do esquema e desarticular as empresas fantasmas que fornecem os insumos.



