Mãe é detida por embriaguez e maus-tratos ao segurar bebê em bar
Mãe detida por embriaguez e maus-tratos ao segurar bebê

Uma mulher de 20 anos foi detida pela Polícia Militar em Boa Vista, Roraima, após passar o dia consumindo bebidas alcoólicas enquanto segurava o filho, um bebê de apenas dois meses, no colo, e se envolver em uma briga em um bar localizado no bairro Doutor Silvio Leite, na Zona Oeste da cidade. O caso ocorreu no domingo, 26 de janeiro de 2025. A PM foi acionada por volta das 14h para intervir na confusão.

Abordagem policial e estado da mãe

Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais encontraram a mulher visivelmente embriagada e em confronto com outra frequentadora. Durante a abordagem, a equipe constatou que o bebê não estava mais no bar. Segundo testemunhas, um conhecido da família havia levado a criança até a casa da avó paterna, de 43 anos, que reside nas proximidades, para retirá-la do ambiente inadequado.

O proprietário do bar, um homem de 63 anos, informou que a mãe chegou ao local com o filho por volta das 9h e permaneceu consumindo bebidas alcoólicas durante toda a manhã. Ele relatou ainda que, em várias ocasiões, ela entregou o bebê aos cuidados de estranhos que estavam no estabelecimento, sem qualquer preocupação com a segurança da criança.

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Depoimento da avó e histórico de negligência

As testemunhas conduziram os policiais até a residência da avó paterna, onde o bebê estava sob seus cuidados. A avó confirmou que o neto foi deixado ali momentos antes da briga, justamente para ser protegido do ambiente hostil. Ela também revelou que a jovem possui histórico de negligência em relação ao filho e que o pai da criança, que não teve o nome divulgado, possui medida protetiva contra a mulher devido a agressões anteriores. Por esse motivo, o pai optou por não acompanhar o caso na delegacia.

Registro policial e consequências legais

A ocorrência foi registrada na Polícia Civil de Roraima como maus-tratos, com agravante prevista no artigo 136 do Código Penal, que prevê aumento de pena quando a vítima é menor de 14 anos. A mãe permaneceu detida e foi encaminhada à central de flagrantes para os procedimentos legais. A criança foi deixada sob a guarda provisória da avó paterna, enquanto o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso.

Especialistas alertam que situações como essa configuram grave risco ao desenvolvimento infantil e podem resultar em perda da guarda, além de penas que variam de dois meses a dois anos de detenção, podendo ser aumentadas em circunstâncias como a embriaguez e a exposição a perigo. A Polícia Civil investiga se há outros episódios de negligência envolvendo a mãe.

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