A apresentadora Mara Maravilha manifestou profundo pesar pela morte de sua prima, a advogada Cláudia Félix, assassinada no interior da Bahia. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa, a artista confirmou o parentesco e pediu que as investigações sejam conduzidas com rigor para que os responsáveis sejam punidos.
Crime choca família e colegas de profissão
Cláudia Félix, de 42 anos, foi encontrada morta na última terça-feira em uma área rural da cidade de Itabuna, sul da Bahia. A vítima, que atuava como advogada trabalhista, havia recebido ameaças nos dias anteriores ao crime. A polícia trabalha com a hipótese de extorsão seguida de execução, mas ainda não há suspeitos presos.
Mara Maravilha, que está em turnê pelo Nordeste, interrompeu a agenda para acompanhar o caso. Em entrevista à imprensa local, a assessoria declarou: "A família está arrasada e espera que a Justiça seja feita. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se mobilizou para acompanhar as investigações."
Investigação aponta extorsão
De acordo com a Delegacia de Homicídios de Itabuna, Cláudia Félix havia procurado a polícia dias antes do crime para denunciar extorsão por parte de um grupo criminoso. Os suspeitos exigiam dinheiro em troca de proteção. Após se recusar a pagar, a advogada passou a ser ameaçada constantemente.
O delegado responsável pelo caso, Roberto Lima, afirmou em coletiva que as investigações estão em andamento e que a principal linha é a execução. "A vítima foi atingida por cinco tiros, o que indica uma ação planejada. Vamos analisar imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas", declarou.
Mobilização da OAB e artistas
A seccional baiana da OAB emitiu nota de repúdio ao assassinato e cobrou celeridade nas investigações. O presidente da OAB-BA, Carlos Almeida, reforçou o pedido de justiça: "Não podemos tolerar que advogados sejam executados no exercício da profissão. Vamos acompanhar cada passo da apuração."
Mara Maravilha, que sempre manteve contato próximo com a prima, usou as redes sociais para homenageá-la. Em postagem emocionada, escreveu: "Cláudia não foi apenas minha prima, foi minha amiga e conselheira. Não descansarei enquanto os culpados não pagarem." A publicação já acumula mais de 100 mil curtidas e milhares de comentários de solidariedade.
Estatísticas de violência na Bahia
O caso reacende o debate sobre a violência no estado. Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia apontam que, em 2024, foram registrados 1.234 homicídios, uma redução de 8% em relação ao ano anterior, mas ainda acima da média nacional. A região sul, onde ocorreu o crime, concentra 15% dos assassinatos do estado.
Especialistas alertam para a dificuldade de investigação em crimes de execução. "Muitos casos não são solucionados por falta de provas técnicas ou intimidação de testemunhas", explica a criminologista Ana Paula Santos, da Universidade Federal da Bahia.
Família mantém esperança
Familiares de Cláudia Félix se reuniram na porta do Fórum de Itabuna nesta sexta-feira para protestar e pedir justiça. Com cartazes e faixas, eles cobraram uma resposta das autoridades.
A irmã da vítima, Mariane Félix, falou emocionada: "Minha irmã dedicou a vida a defender os direitos dos trabalhadores e foi morta por criminosos covardes. Confiamos na polícia, mas queremos ação." Até o fechamento desta reportagem, nenhum suspeito havia sido preso.



