A Operação Coluna Sul, considerada a maior da história do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Santa Catarina, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º) com o objetivo de desarticular um núcleo do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua dentro e fora do sistema prisional. Ao todo, 320 ordens judiciais estão sendo cumpridas em seis estados brasileiros, com a mobilização de mais de 650 agentes.
Detalhes da operação
As ações ocorrem simultaneamente em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. As ordens incluem mandados de prisão, busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. A investigação, que corre em sigilo, é um desdobramento da Operação Maserati, que já havia mirado a cúpula da facção no estado catarinense.
De acordo com o GAECO, o núcleo investigado é responsável por ordenar homicídios, gerenciar o tráfico de drogas e movimentar grandes quantias de dinheiro ilícito. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Execuções Penais e pela Vara Criminal de Florianópolis.
Confronto no Paraná
Durante o cumprimento dos mandados, um confronto armado ocorreu no estado do Paraná, resultando na morte de um suposto integrante do PCC. A identidade do suspeito não foi divulgada oficialmente, e as circunstâncias do tiroteio estão sendo investigadas pela Corregedoria da Polícia Civil paranaense.
“A operação representa um golpe significativo na estrutura financeira e logística do PCC em Santa Catarina e nos estados vizinhos”, afirmou o coordenador do GAECO, promotor André Fonseca, em entrevista coletiva. “Estamos cortando o fluxo de recursos que alimenta a violência e o crime organizado.”
Impacto e desdobramentos
A Operação Coluna Sul é a maior já realizada pelo GAECO catarinense em número de agentes e ordens judiciais. As investigações apontam que o núcleo do PCC utilizava empresas de fachada e laranjas para lavar dinheiro do tráfico. Até o momento, 87 pessoas foram presas e mais de R$ 12 milhões em bens foram bloqueados, entre veículos de luxo, imóveis e contas bancárias.
As autoridades acreditam que a operação deve enfraquecer temporariamente a atuação da facção nos presídios catarinenses, mas alertam que a organização criminosa tem demonstrado capacidade de rápida recomposição. O GAECO continuará as investigações com base nos materiais apreendidos.



