Letalidade policial deixa 4,3 mil vítimas em nove estados em 2025
Letalidade policial deixa 4,3 mil vítimas em 2025

Em apenas nove estados brasileiros, a letalidade policial deixou 4.330 vítimas em 2025, segundo estudo divulgado pela Rede de Observatórios da Segurança. O levantamento, intitulado "Pele Alvo", aponta que 64,8% das mortes foram de jovens negros, evidenciando a seletividade racial da violência policial no país.

Estados com maior letalidade e perfil das vítimas

Os estados analisados foram Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Juntos, eles concentram a maior parte dos registros de mortes decorrentes de intervenções policiais. O Amazonas apresentou a maior proporção de vítimas negras: 96% do total. Já Ceará e Maranhão atingiram recordes históricos de letalidade policial, superando os números registrados em anos anteriores.

O estudo também destaca que a violência atinge principalmente as periferias e a população negra, reforçando um padrão já observado em pesquisas anteriores. "Os dados mostram que a polícia mata mais onde vive a população negra e pobre", afirma um dos coordenadores da pesquisa, em entrevista à imprensa.

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Exceção positiva: Piauí reduz letalidade

O Piauí foi o único estado entre os nove a apresentar redução na letalidade policial em 2025. Segundo o estudo, as políticas de controle e fiscalização adotadas pela Secretaria de Segurança Pública local contribuíram para a queda no número de mortes. Ainda assim, os pesquisadores alertam que a situação nacional exige medidas urgentes.

Impacto e recomendações

Os números reforçam a necessidade de reformas estruturais nas polícias brasileiras, incluindo treinamento, uso progressivo da força e responsabilização. O estudo "Pele Alvo" recomenda a criação de mecanismos de transparência e controle externo, além de políticas de prevenção à violência policial. "Não podemos naturalizar a morte de jovens negros como resultado da ação policial", conclui o relatório.

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