Laudo descarta contaminação em merenda escolar em Formosa
Laudo descarta contaminação em merenda de Formosa

Um laudo laboratorial preliminar descartou a contaminação na merenda consumida por alunos que passaram mal em uma escola estadual de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. A análise foi realizada em amostras do escondidinho de carne com batata servido no Colégio Estadual Professor Sérgio Fayad Generoso.

De acordo com a reportagem da TV Anhanguera, o exame feito por um laboratório especializado em Brasília, a pedido da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), indicou que o alimento estava dentro dos padrões legais vigentes. Apesar do resultado negativo para bactérias ou microrganismos nesta primeira análise, outros dois laudos são aguardados como parte da investigação da Vigilância Sanitária de Formosa.

Investigação em andamento

Entre os laudos pendentes está o resultado de uma contraprova que está sendo realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Goiânia. Além disso, foram coletadas amostras da água utilizada na unidade escolar para verificar possíveis irregularidades. O resultado desta análise deve ser divulgado nesta quarta-feira (11).

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O caso ocorreu no dia 28 de maio, quando pelo menos 30 alunos relataram mal-estar após consumirem a refeição. Três deles precisaram de hospitalização com suspeita de intoxicação alimentar. Segundo relato de familiares, os estudantes foram levados ao Hospital Estadual de Formosa entre quinta-feira e domingo (31).

Em nota à TV Anhanguera, a Seduc afirmou que acompanha o caso desde o início e que, embora considere o episódio um fato isolado, as apurações prosseguirão para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

Relatos de alunos e familiares

Em um vídeo enviado à TV Anhanguera, o mestre de obras Weslei Lopes de Oliveira contou que suas duas sobrinhas estavam entre os estudantes afetados. “Mais de 100 crianças, inclusive minhas duas sobrinhas, passaram mal. Uma desmaiou, quase caiu da escada. A outra está internada agora, esperando o médico dar a resposta”, relatou.

Para a reportagem, a escola informou que o cardápio do almoço era composto por arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja. A suspeita era de que o escondidinho de carne pudesse ter causado a suposta intoxicação.

Em nota ao g1 no início da investigação, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou que a Coordenação Regional de Educação (CRE) começou a apurar o caso na sexta-feira (29). "Após o consumo de alimentos, vários estudantes relataram sintomas de mal-estar, incluindo dores estomacais, náuseas, vômitos e sensação de desmaio", destacou.

Vistoria da Vigilância Sanitária

Ao g1, Eric Tostes, fiscal sanitário de carreira e atual coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, relatou que, na sexta-feira, a diretora da escola procurou pessoalmente o órgão para informar que alguns alunos haviam apresentado sintomas como enjoo, ânsia de vômito e diarreia. Na ocasião, ela disse que suspeitou da refeição servida no almoço de 28 de maio e, por precaução, decidiu suspender as aulas e a alimentação no dia seguinte.

Após a notificação, uma equipe formada por três fiscais sanitários, incluindo o próprio coordenador, e uma nutricionista realizou uma vistoria no colégio. Segundo Eric, foram inspecionadas a cozinha, a despensa, os procedimentos de preparo dos alimentos, as condições de armazenamento dos insumos, a higienização dos utensílios e dos bebedouros. “Nós procuramos por indícios de possível contaminação cruzada, por falhas nos procedimentos de produção das refeições e por qualquer fator que pudesse comprometer a segurança sanitária dos alimentos”, explicou.

No entanto, segundo ele, a inspeção não encontrou evidências de irregularidades. A carne moída usada no almoço foi analisada e não apresentava características que indicassem qualquer problema sanitário. Como já havia sido descongelada e não seria utilizada, foi descartada.

Além das medidas adotadas dentro da escola, a Vigilância Sanitária anunciou uma força-tarefa nos estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio. O objetivo é verificar se houve alguma falha sanitária ou a comercialização de alimentos que possam estar relacionados aos casos registrados.

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