A Justiça de Pernambuco negou o pedido de indenização de Kaylanne Timóteo Freitas, a adolescente que perdeu o braço em um ataque de tubarão ocorrido há três anos na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e cabe recurso.
Entenda o caso
Kaylanne, hoje com 17 anos e atleta paralímpica, sofreu o ataque em 2023, quando tinha 15 anos. Ela alegava omissão do Estado de Pernambuco e da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, que não teriam garantido a devida sinalização de risco de tubarões na região. A defesa da jovem argumentava que a falta de monitoramento adequado e a ausência de placas informativas contribuíram para o incidente.
Decisão judicial
A juíza responsável pelo caso considerou que o perigo de ataques de tubarão na costa pernambucana é amplamente conhecido pela população local e que não há nexo causal direto entre a interrupção do monitoramento de tubarões e o ataque sofrido por Kaylanne. Dessa forma, o pedido de indenização por danos morais e materiais foi negado.
A defesa da adolescente já recorreu da decisão, buscando reverter o entendimento da Justiça. Kaylanne, que hoje representa o Brasil em competições paralímpicas, segue se recuperando do trauma e adaptando-se à nova realidade como atleta.
Contexto dos ataques em Pernambuco
O litoral de Pernambuco, especialmente a região metropolitana do Recife, é conhecido por registrar ataques de tubarão. A Praia de Piedade, onde ocorreu o ataque, é uma das áreas com histórico de incidentes. Medidas como a instalação de redes de proteção e campanhas de conscientização já foram adotadas, mas a frequência de ataques gerou debates sobre a eficácia das políticas de prevenção.
O caso de Kaylanne ganhou repercussão nacional, não apenas pela gravidade do ataque, mas também pela superação da jovem, que se tornou exemplo de resiliência ao ingressar no esporte paralímpico.



