Justiça nega habeas corpus a PTK, influenciador preso em operação contra o CV
Justiça nega habeas corpus a PTK, preso em operação contra CV

A Justiça de Alagoas negou um pedido de habeas corpus preventivo ao influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick de Almeida Silva, conhecido como “PTK”. Ele alegava perseguição política e temia uma prisão forjada em 2024. O documento, obtido pelo g1, mostra que Patrick afirmava sofrer ameaças e temer que armas ou drogas fossem “plantadas” em sua residência para prejudicar sua carreira política.

Segundo ele, as supostas intimidações estariam ligadas à sua pré-candidatura e ao trabalho em projetos sociais em Maceió. O g1 tentou contato com a defesa do influenciador, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Manifestação do Ministério Público

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) se manifestou contra o pedido. No parecer, a promotora Amélia Adriana de Carvalho Campelo afirmou que não havia investigação em curso nem ameaça concreta de prisão contra Patrick que justificasse a concessão do habeas corpus preventivo. O MP argumentou que o recurso não pode ser usado com base apenas em “suposições” ou “temor genérico” de uma possível prisão futura.

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No documento, o órgão confirmou que Patrick registrou um boletim de ocorrência relatando ameaças. Ele foi orientado a comparecer à delegacia para apresentar mais informações, como imagens de câmeras e identificação dos suspeitos.

Decisão judicial e prisão

O Ministério Público informou que o juiz acolheu os argumentos da promotoria e negou o pedido. Segundo o órgão, não houve recurso da defesa, e o processo foi arquivado. Posteriormente, Patrick “PTK” foi preso durante uma operação contra integrantes do Comando Vermelho em Alagoas.

A operação da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP-AL) prendeu Patrick e outros oito suspeitos. Foram cumpridos 51 mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo 21 de prisão e 30 de busca e apreensão, além de medidas cautelares. As prisões ocorreram em Maceió, Marechal Deodoro e no Rio de Janeiro. Com PTK, a polícia apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois celulares, dois anéis de ouro e um pendrive.

Quem é PTK

Influenciador digital, empresário e pré-candidato a deputado federal por Alagoas, Patrick de Almeida Silva ganhou visibilidade nas redes sociais ao abordar pautas relacionadas a comunidades periféricas e motociclistas por aplicativo. Ex-morador da Vila Brejal, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, ele é responsável pelo projeto “Respeita os Motoboys”, que implantou pontos de apoio para a categoria em bairros da capital e em Arapiraca.

Com mais de 180 mil seguidores em uma rede social, PTK publica conteúdos sobre encontros com motociclistas, reivindicações por melhorias em comunidades e ações sociais. De acordo com as investigações, o influenciador teria sido “escalado” pelo chefe do Comando Vermelho em Alagoas, conhecido como Nem Catenga, para disputar uma vaga de vereador em Maceió nas eleições de 2024. A candidatura, no entanto, não foi aprovada. Atualmente, PTK se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal.

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