Decisão judicial mantém suspeito preso
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a prisão de Clifton Camargo de Almeida, de 54 anos, acusado de dopar e roubar mais de R$ 130 mil de um empresário em Santos, no litoral paulista. O crime, conhecido como golpe 'Boa noite, Cinderela', ocorreu em março deste ano. Clifton se apresentou à Polícia Civil durante as investigações e permanece detido.
Defesa pediu soltura, mas desembargador negou
A defesa de Clifton solicitou, em caráter liminar, a revogação da prisão, alegando falta de indícios concretos de autoria e ausência dos requisitos legais para a manutenção da detenção. No entanto, o desembargador Marcos Correa negou o pedido. Ele considerou que as provas são suficientes, incluindo imagens de câmeras de monitoramento do prédio que mostram Clifton entrando no apartamento da vítima e saindo na manhã seguinte com uma mochila que não possuía ao chegar. A defesa argumentou que os dois já haviam se encontrado antes e que a mochila havia sido deixada no local, mas o magistrado não aceitou a justificativa.
Antecedentes criminais pesam na decisão
Correa também levou em conta que, em 2004, Clifton foi relacionado ao mesmo tipo de golpe em uma reportagem, com modo de agir semelhante, além de sua folha de antecedentes criminais. O desembargador destacou que a apresentação espontânea do suspeito não impede a manutenção da prisão. Dessa forma, Clifton responderá ao processo preso até o julgamento de um habeas corpus ou até nova decisão da Justiça. O g1 não localizou a defesa para comentar a decisão.
Detalhes do golpe
O empresário vítima do golpe contou à polícia que conheceu Clifton por meio de uma rede social, onde o suspeito se apresentava como 'Rovaldo'. Morador do Rio de Janeiro, Clifton foi convidado a visitar a vítima em Santos. Em março, os dois se encontraram em um comércio no bairro Boqueirão e seguiram para o apartamento da vítima, na Aparecida. No imóvel, o empresário disse ter perdido a consciência após ingerir uma bebida alcoólica e só acordou no dia seguinte, com sinais de agressão no rosto e percebendo a falta de diversos bens.
Prejuízo superior a R$ 130 mil
Segundo a polícia, Clifton levou duas correntes de ouro, sete relógios, um óculos, seis perfumes, um celular e mais de R$ 3 mil em dinheiro, além de realizar três transferências bancárias que somaram quase R$ 70 mil. O prejuízo total ultrapassa R$ 130 mil. O caso segue em investigação, e a Justiça aguarda novas provas para o julgamento.



