O ex-jogador das categorias de base do São Paulo, Micael Leandro da Silva, de 15 anos, foi assassinado a tiros após uma partida de futebol, no sábado (1º), no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. O pai de Micael Leandro disse ao g1 que a família foi destruída após a morte do filho. A Polícia Civil investiga o crime.
Família destruída
“A minha família foi destruída por dois criminosos que chegaram e atiraram nas costas do meu filho. O jogo acabou, ele estava se trocando e não conseguiu correr. Eu estou destruído. Os irmãos dele só fazem chorar”, lamentou o pintor Marcos Antônio Leandro, pai de Micael.
O adolescente foi morto após uma partida de futebol da Taça das Grotas, campeonato de futebol amador. De acordo com as investigações da polícia, Micael não era alvo dos criminosos e morreu por engano.
Promessa do futebol
Segundo a família, o jogador defendeu as categorias de base do São Paulo Futebol Clube e estava treinando no Centro Sportivo Alagoano (CSA), enquanto aguardava para se apresentar ao Retrô, de Pernambuco. Micael Leandro da Silva era o caçula de cinco filhos. Morava no bairro do Jacintinho, em Maceió, e, segundo o pai, sempre respirou futebol. A paixão veio de berço. O pai foi jogador amador e o primo, Júlio dos Santos Ângelo, o Peu, foi jogador profissional e campeão mundial pelo Flamengo.
“Desde muito novo ele se destacava no futebol, só respirava isso. Já foi campeão de futsal e de futebol de campo pelo CSA. Estava animado para voltar a jogar, ansioso para que os dias passassem e ele fosse para Recife se apresentar ao Retrô”, contou Marcos Antônio.
Sonhos interrompidos
O pai de Micael disse que, por ser pintor, nunca pôde dar muito luxo ao adolescente, mas sempre fez o que podia para ajudá-lo a realizar os sonhos. “Eu criei todos com humildade, mas mostrando o que eles deveriam fazer para serem pessoas de bem. Não é fácil perder um filho cheio de sonhos.”
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Alagoas informou que realiza buscas para identificar os suspeitos de participação na morte de Micael Leandro da Silva, em Maceió. No sábado, quando o crime aconteceu, agentes da Unidade de Atendimento de Local de Crime (UALC 1) realizaram os levantamentos iniciais. A polícia reforçou ainda que não há indícios de que o adolescente tivesse qualquer envolvimento com atividades criminosas. As circunstâncias, a motivação do crime e a identificação dos autores seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.
O pai de Micael informou que o celular do adolescente foi apreendido para passar por perícia e que ele deve prestar depoimento à polícia na terça-feira (4).



