Jornalista morto a facadas em Goiânia: suspeita é presa após explosivos e taser
Jornalista morto a facadas: suspeita presa após explosivos

A Polícia Militar de Goiás utilizou uma carga explosiva para arrombar a porta do apartamento e uma arma de choque (taser) para conter a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa, de 56 anos, suspeita de matar o jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros a facadas. O crime ocorreu no Setor Bueno, em Goiânia, na noite de sexta-feira (24).

Intervenção tática após negociação frustrada

Segundo a corporação, Renata permaneceu trancada no imóvel após o homicídio e apresentava comportamento suicida. As negociações conduzidas pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) não tiveram sucesso, levando os policiais a realizar uma intervenção tática. Imagens divulgadas pela PM mostram o momento em que os agentes utilizam explosivos para arrombar a porta e, em seguida, rendem a suspeita com o taser.

De acordo com a PM, Renata recebeu atendimento médico e foi encaminhada, sob custódia, para um hospital de referência. A Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO), que representa a dentista, informou em nota que não vai comentar o caso. O Conselho Regional de Odontologia de Goiás (CRO-GO) disse que acompanha o caso e permanece à disposição das autoridades.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Investigação e prisão preventiva

O delegado Eduardo Carrara, responsável pelo flagrante, afirmou que Renata foi autuada por homicídio consumado. Durante o interrogatório, ela permaneceu em silêncio, optando por falar somente na presença da defesa. Carrara declarou à TV Anhanguera: "Ainda não tivemos essa informação sobre a motivação. Há versões de que ela tentou defender a companheira e outras de que também a atingiu propositalmente. Tudo isso será apurado."

O delegado informou ainda que policiais militares relataram que Renata apresentava sinais de embriaguez quando foi encontrada. No imóvel, havia bebidas alcoólicas. Após audiência de custódia no sábado (25), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Dinâmica do crime

Conforme relato da PM, o jornalista foi morto após uma discussão envolvendo duas mulheres. Segundo o capitão Gustavo Arantes, Delson, Renata e Márcia Maria Carolli consumiam bebidas alcoólicas no apartamento quando um desentendimento começou. Delson foi esfaqueado por Renata e morreu no local. Após o crime, a dentista permaneceu trancada e se recusou a sair.

A Polícia Civil ainda vai ouvir testemunhas para esclarecer a dinâmica, incluindo a companheira da suspeita, que também ficou ferida. O caso segue sob investigação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar