O governo do Rio de Janeiro exonerou 30 funcionários comissionados e nomeou novos diretores para o Instituto Rio Metrópole (IRM) duas semanas após uma operação do Ministério Público que desvendou um esquema de desvio de R$ 86 milhões. A reestruturação foi publicada no Diário Oficial do estado nesta segunda-feira (22/07/2026).
Operação do MP revela fraude milionária
A operação, deflagrada no início de julho, resultou na prisão de seis pessoas, incluindo o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho. As investigações apontaram fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos que somam R$ 86 milhões. Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia contratos superfaturados e pagamentos a empresas fantasmas.
Exonerações e novas nomeações
Com as exonerações, o governo busca desarticular o esquema e dar transparência à gestão do instituto. Foram nomeados novos diretores para áreas-chave, como Administração e Finanças, Planejamento e Operações. A medida atende a recomendações do MP e visa restaurar a credibilidade do órgão, responsável por projetos de mobilidade urbana na região metropolitana.
Suspensão de contratos por 30 dias
Além das mudanças de pessoal, o governo determinou a suspensão de todos os contratos do IRM por 30 dias para realização de uma auditoria completa. A medida abrange desde serviços de consultoria até obras de infraestrutura. Durante esse período, serão revisados os processos licitatórios e os pagamentos efetuados nos últimos anos.
De acordo com o secretário estadual de Governo, a suspensão é necessária para garantir que não haja novos desvios enquanto as investigações prosseguem. "É um passo fundamental para assegurar que os recursos públicos sejam usados de forma correta e para responsabilizar os envolvidos", afirmou.
Impacto nos projetos do IRM
A crise no IRM pode atrasar projetos importantes, como a expansão do BRT e a construção de corredores viários. A auditoria de 30 dias deve mapear a real situação financeira do instituto e identificar possíveis irregularidades remanescentes. O governo promete que as obras consideradas prioritárias serão retomadas assim que os contratos forem revalidados.



