Um homem de 26 anos foi indiciado por estupro de vulnerável ocorrido na Praia da Graciosa, em frente à base de segurança da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP). Segundo a Polícia Civil, no momento do crime, a vítima não tinha condições de resistir ao abuso sexual. O inquérito foi finalizado nesta segunda-feira (22).
Investigação e desmembramento do caso
A polícia informou que a investigação foi desmembrada e a apuração sobre a gravação e divulgação das imagens do crime nas redes sociais continua em andamento. A Secretaria de Segurança Pública disse que o caso está sob sigilo e, por isso, não serão informados detalhes sobre as investigações relacionadas à divulgação do vídeo.
Na época, o investigado chegou a se apresentar na delegacia, foi ouvido e liberado. O g1 não conseguiu contato com a defesa do indiciado.
Crime ocorreu em plena luz do dia
O crime aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2026, em plena luz do dia. Três dias depois, a Prefeitura de Palmas abriu uma sindicância para investigar a suposta omissão de três guardas no caso do estupro. Os oficiais foram afastados da função.
A sindicância foi aberta, levando em consideração a gravidade do crime e que a "função da Guarda Metropolitana é a proteção sistêmica da população, e que a suposta omissão diante de um crime ou ato de importunação sexual em frente a uma unidade da corporação fere frontalmente o decoro da classe".
Detalhes do estupro
O crime aconteceu quando uma mulher, que apresentava sinais de embriaguez, foi abusada por um homem que se deitou atrás dela. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver a vítima tentando afastar o suspeito, no gramado em frente à base da GMP e em frente a uma viatura da Guarda. O vídeo do crime aparenta ter sido gravado de dentro da base da GMP.
Medidas tomadas após o crime
Em fevereiro, a Prefeitura afirmou que os três guardas investigados estavam de plantão no dia e que a sindicância foi aberta para investigar a suposta omissão dos agentes. Na época, a Secretaria Municipal de Ação Social e da Mulher (Semasmu) determinou o envio de todas as informações do caso ao Ministério Público Estadual (MPTO) e a busca ativa da vítima para que ela tivesse acesso a todos os serviços de acolhimento psicológico e atendimento jurídico por meio da Casa da Mulher Brasileira e Patrulha da Mulher Segura.
O g1 solicitou um posicionamento à Prefeitura de Palmas, mas não teve resposta até a última atualização da reportagem.



