Família de idoso tingido de vermelho em SP pede justiça
Idoso tingido de vermelho: família pede justiça em SP

A família de um idoso de 83 anos em situação de rua, que apareceu em um vídeo com cabelos e barba tingidos de vermelho por um empresário em São José do Rio Preto (SP), manifestou indignação com o episódio e pediu justiça. O homem, que não foi localizado pela polícia até a última atualização desta reportagem, sofre com dependência química há décadas, o que dificulta tratamentos e a permanência em abrigos.

Familiar repudia ato e nega abandono

Em entrevista, um familiar que preferiu não se identificar afirmou que acompanha a situação do idoso há anos e negou que ele tenha sido abandonado pela família. Segundo ele, a dependência química é um obstáculo para a recuperação. “Hoje, aos 83 anos, infelizmente, a gente tenta ajudar ele. Os órgãos públicos, muitas pessoas e empresários também tentam ajudar, mas esse vício muito forte faz com que ele não consiga seguir os tratamentos”, declarou.

O caso ganhou repercussão no domingo (7) após a divulgação de um vídeo gravado em 9 de maio. Nas imagens, o idoso aparenta hesitar e demonstra não querer que o empresário faça a pintura. Ainda assim, o dono da garagem insiste e chega a afirmar que retiraria a doação de roupas caso ele não aceitasse tingir os cabelos e a barba. Depois, fotos mostram o idoso com cabelos e barba completamente vermelhos.

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Dependência química dificulta tratamentos

Segundo o parente, a família já tentou internar o idoso ao menos três vezes, mas a dependência química tem dificultado a continuidade dos tratamentos. Para ele, a situação expôs uma pessoa em condição de extrema vulnerabilidade. “É um ato reprovável. Foi uma atitude totalmente infeliz do responsável por isso. Ele é uma pessoa idosa, incapaz de compreender muitas situações e extremamente vulnerável. Lamento muito essa atitude do empresário e esperamos que a justiça seja feita”, pediu.

Empresário se manifesta

Em um vídeo enviado ao g1 no domingo, o empresário Renato Eugênio Dias, que aparece nas imagens, afirmou que conhece o idoso há anos e que o caso ocorreu em um momento de descontração. O g1 tentou contato com o advogado de defesa de Renato nesta terça-feira (9), mas não obteve retorno até a última atualização.

Investigação em andamento

O caso é investigado pela Polícia Civil, que informou que a conduta pode configurar crimes previstos no Estatuto da Pessoa Idosa e também injúria. O Ministério Público instaurou um procedimento para investigar as circunstâncias e eventuais responsabilidades. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social classificou o episódio como vexatório e informou que pretende encaminhar o caso à Defensoria Pública.

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