Um homem de 61 anos, cuja identidade não foi divulgada, foi brutalmente agredido por um grupo de pessoas na tarde deste domingo (2), no bairro Jardim Flamboyant, em Três Lagoas (MS). A vítima apresentava ferimentos no rosto e foi socorrida por uma equipe da ambulância, sendo encaminhada ao Hospital Auxiliadora. Os agressores, que fugiram logo após o ataque, ainda não foram identificados pelas autoridades.
Relato da testemunha sobre o caso
No local, uma vizinha que presenciou a situação relatou aos policiais militares que a vítima possui histórico de transtorno psiquiátrico, condição que se agrava pelo consumo excessivo de álcool e drogas. Segundo ela, quando está sob efeito dessas substâncias, o homem costuma ameaçar moradores, proferir xingamentos contra vizinhos e afirmar ser policial da ativa, o que gerava constante desconforto na comunidade.
De acordo com o depoimento da testemunha, no momento da ocorrência, a vítima estava em frente à sua residência, importunando pessoas que passavam pela rua. Foi quando um grupo de indivíduos se aproximou e passou a agredi-lo com socos e chutes. Após o ataque, os suspeitos fugiram rapidamente do local, sem deixar pistas. A testemunha informou que não conseguiu identificar os autores das agressões.
Atendimento e estado de saúde da vítima
A ex-esposa da vítima e a filha foram avisadas por telefone e acompanharam o atendimento médico no hospital. Conforme a Polícia Militar, o homem apresentava um hematoma na região do olho direito e suspeita de fratura no nariz. O idoso permaneceu internado no Hospital Auxiliadora para avaliação médica e observação, sem informações atualizadas sobre seu estado de saúde.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil de Três Lagoas, que agora busca identificar os responsáveis pelas agressões. A polícia solicita que qualquer informação sobre os suspeitos seja repassada por meio dos canais oficiais, como o telefone 190 ou o Disque-Denúncia.
Contexto de violência e saúde mental
Esse episódio levanta preocupações sobre a vulnerabilidade de pessoas com transtornos psiquiátricos e dependência química, que muitas vezes enfrentam estigmatização e violência em suas comunidades. Especialistas alertam que a falta de acompanhamento adequado e o preconceito podem agravar situações de risco, tanto para o indivíduo quanto para os moradores do entorno.
Casos como este reforçam a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental e ao tratamento de dependentes, além da necessidade de ações comunitárias que promovam o diálogo e a mediação de conflitos antes que eles escalem para agressões físicas.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul segue investigando o caso e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias. A população pode colaborar com informações que ajudem a localizar os agressores, garantindo que a justiça seja feita e que episódios de violência como este sejam coibidos.



