O Ibama está investigando manchas de óleo encontradas na praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, e também na Praia Grande, localizada na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. Amostras do material foram recolhidas e serão analisadas pelo laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para identificar a composição e a possível origem do óleo.
Monitoramento e análise
O caso é monitorado pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). De acordo com o Ibama, os resultados laboratoriais são essenciais para determinar se as manchas têm a mesma origem e para orientar as medidas de contenção e limpeza. A Marinha do Brasil informou que não detectou poluição no mar durante sobrevoos de reconhecimento na área.
Recomendações à população
Até o momento, não há restrições oficiais ao banho de mar nas praias afetadas. No entanto, o Ibama recomenda que banhistas e frequentadores evitem o contato direto com o material oleoso, que pode causar irritações na pele e outros problemas de saúde. Caso encontrem resíduos, a orientação é não tocá-los e informar as autoridades locais.
O incidente gerou preocupação entre moradores e turistas, especialmente em Ipanema, uma das praias mais icônicas do país. As manchas na areia chamaram a atenção de banhistas no fim da tarde, conforme registros fotográficos. O ICMBio também confirmou a presença de resíduos semelhantes na Praia Grande, dentro da reserva extrativista, área de grande importância ecológica.
Próximos passos
As análises laboratoriais devem levar alguns dias para serem concluídas. Enquanto isso, equipes do Ibama e do Inea continuam monitorando as praias e coletando mais amostras caso necessário. A origem do óleo ainda é desconhecida, e as investigações buscam identificar se o material veio de alguma embarcação, vazamento submarino ou outra fonte.



