Operação do Ibama flagra irregularidades e maus-tratos
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interditou um zoológico clandestino localizado em São Carlos, no interior de Santa Catarina, e resgatou 655 animais que viviam em condições precárias. A ação ocorreu após denúncias e investigações que apontaram a falta de licenciamento ambiental e a manutenção inadequada dos animais.
Segundo o Ibama, os animais apresentavam sinais de estresse, desnutrição e doenças, além de estarem alojados em recintos sujos e sem estrutura adequada. Entre as espécies resgatadas estão aves, mamíferos e répteis, algumas delas exóticas e com documentação fraudulenta.
Proprietário anuncia fechamento e se diz 'coração apertado'
Após a interdição, o estabelecimento anunciou o fechamento definitivo em suas redes sociais. Em nota, os responsáveis afirmaram estar com o 'coração apertado' pelo fim das atividades, mas não comentaram as irregularidades apontadas pelo órgão ambiental.
O zoológico operava sem licença há anos, segundo apurou a reportagem. O Ibama informou que os animais domésticos serão encaminhados para sítios e fazendas da região, enquanto os silvestres serão levados ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para reabilitação e possível soltura.
Resgate e destino dos animais
A operação de resgate durou três dias e contou com uma equipe de 15 agentes do Ibama, além de veterinários e biólogos. Os 655 animais foram catalogados e receberam atendimento veterinário emergencial. Aves como araras, papagaios e tucanos estavam entre os mais afetados.
Os animais com documentação irregular serão mantidos sob custódia do Ibama enquanto tramitam os processos administrativos e criminais contra os responsáveis. O proprietário poderá responder por crimes ambientais, como manter animais silvestres em cativeiro sem autorização e maus-tratos, com penas que podem chegar a multas e detenção.
Impacto e alerta para o setor
O caso reacende o debate sobre a fiscalização de zoológicos e criadouros no Brasil. Segundo o Ibama, estabelecimentos clandestinos representam um risco à conservação das espécies e ao bem-estar animal. A entidade reforça a importância de denúncias anônimas para coibir práticas ilegais.
Os animais resgatados passarão por um período de quarentena e avaliação antes de serem destinados a novos lares ou áreas de preservação. O IMA deverá definir o destino final de cada espécime, priorizando a reintegração à natureza quando possível.



