Homem morto a tiros após atacar PMs com facão no Piauí
Homem morto a tiros após atacar PMs com facão no PI

A Corregedoria da Polícia Militar do Piauí instaurou um procedimento para apurar a conduta dos policiais militares envolvidos na morte de Carlito da Silva Santos, de 47 anos, ocorrida em Campo Maior, no Norte do Piauí. Segundo informações oficiais, o homem foi baleado após atacar e ferir com um facão dois agentes da corporação.

O que diz a Corregedoria

O coronel Newmarcos, representante da Corregedoria, explicou que, em casos de confronto com morte, é elaborado imediatamente um relatório circunstanciado, encaminhado a um promotor militar e a um juiz militar. "Então é aberto automaticamente um inquérito policial que vai apurar todo o fato, tudo que aconteceu", afirmou. Ele acrescentou que os prazos legais são cumpridos e que caberá ao juiz militar decidir se houve crime, legítima defesa ou excesso por parte dos policiais.

Detalhes da ocorrência

O comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Reginaldo Costa, informou ao g1 que a equipe foi acionada após uma briga generalizada entre familiares. Ao chegar ao local, os policiais foram surpreendidos por Carlito, que estava armado com um facão. Vídeos registrados por testemunhas mostram o momento em que o homem avança em direção à equipe. Segundo a PM, foram utilizados inicialmente meios menos letais, como taser (arma de eletrochoque) e balas de borracha, na tentativa de contê-lo.

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Análise das imagens

O coronel Newmarcos, ao analisar as gravações, declarou: "Pelas imagens que eu vi, a polícia usou todos os recursos de progressão da força. Foi usada a pistola de eletrochoque e não deu certo. Foi usado elastômero, a bala de borracha, e não deu certo. Ao meu ver, foi legítima defesa dos policiais." A declaração reforça a tese de que os agentes agiram dentro dos protocolos de uso progressivo da força.

Investigação em andamento

O inquérito policial militar segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido. A Corregedoria reforçou que cumprirá os prazos legais e que a decisão final sobre a legalidade da ação caberá ao juiz militar competente. A reportagem permanece em atualização.

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