A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro chega ao terceiro dia consecutivo sem um acordo concreto entre trabalhadores e empresas. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) convocou uma nova audiência para a manhã desta quarta-feira, na tentativa de mediar o fim da paralisação que já causa transtornos significativos à população.
Nova rodada de negociação
A audiência ocorrerá após uma tentativa frustrada de conciliação na terça-feira. O movimento grevista, iniciado na segunda-feira, reivindica aumento salarial e melhores condições de trabalho. Até o momento, as empresas de ônibus não aceitaram as propostas dos rodoviários, mantendo o impasse.
Segundo o TRT-RJ, a nova rodada de negociação busca um entendimento que atenda às demandas dos trabalhadores sem inviabilizar o serviço. A Justiça do Trabalho determinou que as empresas mantenham 80% da frota circulando nos horários de pico para minimizar os impactos aos passageiros.
Transtornos para a população
Com a frota reduzida, os passageiros enfrentam longas filas nos terminais e superlotação nos poucos ônibus que circulam. No Terminal Gentileza, por exemplo, a situação é crítica, com ônibus lotados e espera prolongada. Muitos usuários relatam atrasos no trabalho e dificuldades para chegar aos compromissos.
A greve afeta todas as regiões da cidade, mas as zonas Norte e Oeste são as mais prejudicadas, por concentrarem maior número de linhas e demanda. A prefeitura do Rio informou que está monitorando a situação e cobrando o cumprimento da frota mínima determinada pela Justiça.
Assembleia dos rodoviários
Os rodoviários realizarão uma nova assembleia em local fechado, para evitar infiltrações e garantir a segurança dos participantes. A decisão foi tomada após episódios de tentativa de interferência externa em assembleias anteriores. O sindicato da categoria reforçou que a paralisação só terminará com uma proposta que atenda às reivindicações.
Entre as principais demandas estão o reajuste salarial de 15%, a redução da jornada de trabalho e o fim das terceirizações. As empresas, por sua vez, alegam dificuldades financeiras e propõem um aumento menor, além de ajustes nas condições de trabalho.
Próximos passos
A audiência desta quarta-feira é vista como crucial para o desfecho do movimento. Caso não haja acordo, a greve pode se prolongar, aumentando os transtornos para a população. O TRT-RJ já sinalizou que, se necessário, poderá declarar a ilegalidade da greve e aplicar multas às empresas ou ao sindicato.
A população aguarda uma solução rápida, enquanto o impasse persiste. A recomendação das autoridades é que os passageiros busquem alternativas de transporte, como metrô, trem ou aplicativos de carona, até que a situação seja normalizada.



