A greve de ônibus no Rio de Janeiro continua sem acordo entre rodoviários e empresas. A paralisação, iniciada à meia-noite de segunda-feira, afeta linhas municipais e o BRT, com apenas metade da frota circulando. Os trabalhadores exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho. A prefeitura mobilizou esforços para minimizar o impacto, mas passageiros enfrentam longas esperas e ônibus lotados. Uma assembleia está prevista após audiência no TRT-1.
Negociações frustradas e nova assembleia
As negociações entre o sindicato dos rodoviários e as empresas de ônibus não avançaram nesta segunda-feira. A categoria realiza uma nova assembleia na manhã desta terça-feira para decidir os rumos do movimento. A paralisação começou à meia-noite de segunda, com cerca de metade da frota circulando, segundo o sindicato patronal. Os rodoviários pedem reajuste salarial de 15% e melhores condições de trabalho, incluindo redução da jornada e fim das escalas irregulares.
Caos no transporte público
No primeiro dia de greve, passageiros enfrentaram sufoco para se locomover pela cidade. Ônibus lotados, longas esperas nos pontos e terminais superlotados marcaram o dia. A Prefeitura do Rio informou que mobilizou a frota reserva e reforçou a operação do BRT, mas o impacto foi grande. A Secretaria Municipal de Transportes disse que monitora a situação e pode aplicar multas às empresas que descumprirem a frota mínima determinada pela Justiça.
Vandalismo e segurança
Na noite de segunda-feira, alguns ônibus foram vandalizados em diferentes pontos da cidade. A Polícia Militar foi acionada e registrou ocorrências. O Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) condenou os atos e pediu que a categoria mantenha a tranquilidade. A presença de seguranças nos terminais foi reforçada.
Impacto para os passageiros
Com a greve, muitos trabalhadores tiveram dificuldades para chegar ao emprego. Estudantes também foram prejudicados. A Prefeitura orientou a população a buscar alternativas de transporte, como metrô, trem e barcas. O metrô registrou aumento de demanda, mas operou normalmente. A SuperVia reforçou a frota de trens para atender à demanda extra.
Próximos passos
Uma audiência de conciliação está marcada para esta terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). Se não houver acordo, a greve pode se estender. A Justiça já determinou que pelo menos 70% da frota circule nos horários de pico e 50% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para as empresas. O sindicato dos rodoviários afirma que cumprirá a decisão judicial, mas que a paralisação continua até que as reivindicações sejam atendidas.



