Gari reage a agressão com vassoura no Centro do Rio
Gari reage a agressão com vassoura no Centro do Rio

Uma gari da Comlurb foi agredida enquanto trabalhava na manhã desta quinta-feira (9) na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro. A funcionária foi atingida no rosto por um saco pesado arremessado por um homem, mas reagiu imediatamente com a vassoura que utilizava para varrer as ruas, contendo o agressor até a chegada de agentes da Polícia Civil.

Agressão e reação imediata

De acordo com a Comlurb, a gari realizava seu serviço de limpeza quando foi surpreendida pelo ataque. O homem, que ainda não teve o nome divulgado, também tentou importunar sexualmente uma pedestre momentos antes. A funcionária, após ser atingida, usou a vassoura para se defender e manter o agressor afastado até que uma viatura da 1ª Delegacia de Polícia Civil chegasse ao local.

Imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar na investigação. O caso foi registrado na delegacia, e o homem responderá pelos crimes de importunação sexual e lesão corporal. A vítima foi encaminhada a uma unidade de saúde, recebeu atendimento médico e passa bem, segundo a Comlurb.

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Apoio da Comlurb e investigação

A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) informou que está prestando todo o suporte necessário à gari, incluindo assistência psicológica e jurídica. Em nota, a empresa repudiou o ato de violência e destacou que acompanha o caso junto à Polícia Civil. “A Comlurb se solidariza com a funcionária e reforça seu compromisso com a segurança dos trabalhadores”, diz o comunicado.

O agressor foi conduzido à 1ª DP, onde permanece à disposição da Justiça. A polícia investiga se ele possui histórico de crimes semelhantes. A importunação sexual, prevista no artigo 215-A do Código Penal, pode resultar em pena de um a cinco anos de reclusão, enquanto a lesão corporal, conforme o artigo 129, tem penas que variam de três meses a um ano de detenção, podendo ser aumentadas em caso de violência contra mulher.

Violência contra trabalhadores em serviço

O caso reacende o debate sobre a segurança dos garis e outros profissionais que atuam nas ruas do Rio de Janeiro. Dados da Comlurb indicam que, em 2025, foram registrados mais de 50 casos de agressão contra funcionários durante o expediente. A empresa tem implementado medidas como treinamentos de defesa pessoal e parcerias com a polícia para rondas em áreas de maior risco.

A Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias da cidade, é palco de grande circulação de pessoas e veículos, o que, segundo especialistas, pode aumentar a vulnerabilidade dos trabalhadores. A Associação dos Servidores da Comlurb (Ascom) cobra ações mais efetivas do poder público para coibir a violência.

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