Hospital não pode prender paciente que foge, diz funcionária em vídeo
Funcionária diz em vídeo que hospital não pode prender paciente

Um vídeo ao qual a EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso revela o momento em que uma funcionária da Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) informa a família de Nilson Ferreira de Oliveira, de 71 anos, que ele desapareceu da unidade. O paciente havia dado entrada no hospital na tarde de segunda-feira (27) após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

Funcionária explica procedimento do hospital

Nas imagens, a funcionária, que não teve a identidade revelada, afirma que o protocolo da Santa Casa é registrar um boletim de ocorrência, mas esclarece que a instituição não tem meios legais para reter o paciente. "Abre o boletim de ocorrência, porque tem portaria, tem tudo, mas as catracas, se o paciente for esperto, o paciente foge. Então não tem como eles segurarem. Eles não tem como prender o paciente", disse.

A funcionária ainda explicou que, como o paciente estava consciente e deambulando, ele conseguiu deixar o hospital. "Como ele estava deambulando, estava teoricamente consciente, orientado, era um AVC fora de janela, ele fugiu. Aí o que o hospital faz é abrir um boletim de ocorrência, mas ele não voltou para o hospital, não", completou.

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Repercussão e busca pela família

A família de Nilson Ferreira de Oliveira, que estava sob cuidados médicos após o AVC, foi surpreendida com a notícia. O desaparecimento do idoso gerou angústia e preocupação, já que ele necessitava de acompanhamento médico contínuo. A Santa Casa de Ribeirão Preto, por sua vez, informou que segue os trâmites legais em casos de fuga de pacientes, que incluem o registro de boletim de ocorrência e a comunicação às autoridades policiais.

Até o momento, não há informações sobre o paradeiro de Nilson. A polícia local foi acionada e realiza buscas na região. O hospital reforçou que, por questões legais, não pode restringir a liberdade de pacientes conscientes e orientados, mesmo que estejam em tratamento. O caso reacende o debate sobre a segurança em unidades de saúde e os limites da responsabilidade hospitalar diante de pacientes que decidem deixar o local por vontade própria.

Impacto e medidas de segurança

Especialistas apontam que, embora hospitais tenham protocolos de segurança, como catracas e portarias, a contenção de pacientes só é permitida em casos de risco iminente à vida ou mediante ordem judicial. A situação vivida pela família de Nilson ilustra as dificuldades enfrentadas por instituições de saúde ao lidar com pacientes em estado de consciência que optam por abandonar o tratamento.

A Santa Casa de Ribeirão Preto declarou que está colaborando com as investigações e prestando todo o suporte à família. Enquanto isso, a comunidade local aguarda notícias sobre o paradeiro do idoso, esperando que ele seja encontrado em segurança.

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