Um grupo criminoso assumiu o controle do mercado de água e gás em Búzios, um dos destinos turísticos mais famosos do Rio de Janeiro. A quadrilha passou a impor o preço do galão de água e a determinar quais estabelecimentos estão autorizados a vender botijões de gás aos moradores. A ação criminosa, que já dura meses, gerou medo e prejuízos entre comerciantes e residentes.
Controle criminoso sobre produtos essenciais
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o grupo exige que os comerciantes repassem um aumento de R$ 2 no preço do galão de água, sob ameaça de impedir o funcionamento dos negócios. Além disso, a quadrilha decide quais estabelecimentos podem vender botijões de gás, criando um monopólio ilegal que beneficia apenas os integrantes do esquema. Os criminosos atuam com uma estrutura organizada, dividindo funções e utilizando a intimidação como principal ferramenta.
Extorsão e intimidação
Comerciantes locais relataram à polícia que sofrem pressão constante para seguir as regras impostas pelo grupo. Quem se recusa a cumprir as exigências enfrenta ameaças diretas e, em alguns casos, teve seus estabelecimentos alvos de ataques. A situação se agravou nos últimos meses, levando diversos empresários a procurarem as autoridades. A investigação revelou que a quadrilha atua há pelo menos um ano, mas recentemente intensificou as ações de extorsão, aproveitando-se da dependência da população por água e gás, itens essenciais para o dia a dia.
Operação policial e prisões
Após meses de monitoramento, a Polícia Civil deflagrou uma operação que resultou na prisão de quatro suspeitos. Os presos são apontados como líderes e articuladores do esquema criminoso. Durante as buscas, os agentes apreenderam documentos, celulares e anotações que comprovam a atuação do grupo. A polícia acredita que mais pessoas envolvidas ainda estão foragidas e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias. O caso foi registrado na delegacia de Búzios e segue sob investigação.
Impacto na economia local
A ação criminosa tem gerado um impacto significativo na economia de Búzios, que depende fortemente do turismo. Moradores e comerciantes relatam que os preços abusivos da água e do gás encarecem o custo de vida e prejudicam os negócios, especialmente os pequenos empreendedores. A situação também afeta a imagem do destino turístico, que enfrenta dificuldades para atrair visitantes em meio ao clima de insegurança. A Prefeitura de Búzios emitiu nota informando que acompanha o caso e solicitou reforço no policiamento da região.
A investigação continua para identificar todos os envolvidos e desarticular completamente o esquema. Enquanto isso, comerciantes e moradores esperam que as prisões tragam alívio e que a economia local possa se recuperar do domínio criminoso que sequestrou o mercado de itens essenciais na cidade.



