Fraudes digitais superam outros crimes patrimoniais no Brasil
As fraudes digitais se consolidaram como o maior crime patrimonial do Brasil, com mais de 250 golpes registrados por hora, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026. O levantamento revela que facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão cada vez mais envolvidas nesse tipo de delito, que apresenta baixa taxa de resolução.
Números alarmantes e baixa resolução
O estudo aponta que o Brasil registra cerca de 250 fraudes digitais por hora, totalizando mais de 2 milhões de ocorrências por ano. A taxa de resolução desses crimes é extremamente baixa, o que incentiva a atuação de criminosos. São Paulo lidera o ranking de casos, seguido por outros estados com grande concentração populacional e econômica.
Modalidades mais comuns de golpes
Entre as modalidades mais frequentes estão a clonagem de cartões, falsos atendentes bancários, phishing e golpes em compras online. Os criminosos utilizam técnicas cada vez mais sofisticadas, como inteligência artificial para simular vozes e criar sites falsos. Segundo o anuário, a facilidade de acesso a dados pessoais e a falta de conscientização da população contribuem para o crescimento do problema.
Envolvimento de facções criminosas
O documento destaca que facções como PCC e CV investem pesadamente em estelionato digital, tratando-o como uma fonte de receita de baixo risco. A estruturação desses grupos permite a criação de centrais de golpes, com roteiros prontos para abordagem telefônica e equipes especializadas em engenharia social.
Comparação internacional e medidas eficazes
Em contraste, países como Austrália e Singapura adotaram medidas eficazes contra fraudes digitais, incluindo sistemas de alerta em tempo real, bloqueio de transações suspeitas e campanhas educativas. O anuário sugere que o Brasil poderia se inspirar nessas experiências para reduzir os índices de criminalidade digital.



