O Ibovespa futuro opera em queda nesta quinta-feira, refletindo o avanço dos preços do petróleo e o aumento das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorre em meio a declarações do Irã, que reiterou sua doutrina de retaliação e afirmou que ataques contra o país serão respondidos. Além disso, o mercado acompanha as negociações do governo brasileiro sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Petróleo em alta pressiona mercados
Os contratos futuros do petróleo Brent subiam mais de 1% nesta manhã, impulsionados por riscos de oferta na região do Oriente Médio. O Irã, um dos maiores produtores da Opep, sinalizou que pode retaliar qualquer ação militar, elevando o prêmio de risco geopolítico. Esse cenário tende a pressionar ativos de risco, como ações, e beneficiar commodities.
Tensão geopolítica no radar
O ambiente geopolítico segue volátil após relatos de que o Irã teria atacado instalações da CIA, levantando dúvidas sobre possível envolvimento russo. Um negociador iraniano afirmou que "ninguém venderá petróleo na região se o Irã não puder", intensificando as preocupações com o fornecimento global. Enquanto isso, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um projeto de lei de defesa de US$ 1 trilhão, sinalizando aumento de gastos militares.
Governo brasileiro negocia tarifaço
No Brasil, o governo insiste em negociar o tarifaço americano, mas vê chance de avanço apenas após as eleições. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que "pode ser que a gente não precise usar todo o valor para o Brasil Soberano", referindo-se a medidas de estímulo para setores afetados. A equipe econômica trabalha com a possibilidade de votação da PEC 6×1 após o pleito.
Destaques corporativos
No noticiário corporativo, a Vale convocou Assembleia Geral Extraordinária para votar a destituição de um vice-presidente do Conselho. A Mitre (MTRE3) aprovou programa de recompra de até 6,3 milhões de ações. Já a STMicroelectronics viu suas ações despencarem 14% após lucro frustrar projeções. A WEG, que saltou 10% recentemente, volta a ser vista como tese de crescimento por analistas.
Leilão da BR-116 e impacto econômico
O leilão da BR-116, que prevê R$ 7,2 bilhões em obras, deve gerar efeito cascata na economia, segundo o FGVDados. O projeto é visto como catalisador para investimentos em infraestrutura e geração de empregos. Empresas como Simpar, Petrobras, B3, Trisul e Mitre estão entre as ações a acompanhar.



