O Ibovespa futuro opera em queda nesta quinta-feira, refletindo o avanço dos preços do petróleo e o agravamento das tensões no Oriente Médio. Investidores monitoram de perto os desdobramentos geopolíticos, que elevam a aversão ao risco nos mercados globais.
Petróleo em alta pressiona ativos de risco
Os contratos futuros do petróleo Brent subiram mais de 2%, ultrapassando a marca de US$ 75 por barril, impulsionados por preocupações com a oferta após ataques do Irã a instalações da CIA e declarações de que ninguém venderá petróleo na região se o Irã não puder. A alta da commodity impacta negativamente ações de empresas dependentes de petróleo e eleva custos para a economia global.
Tensão no Oriente Médio amplia incertezas
O Irã reiterou sua doutrina “olho por olho” e afirmou que ataques contra o país serão retaliados, enquanto um negociador iraniano declarou que ninguém venderá petróleo na região se o Irã não puder. Essas declarações aumentam o risco de um conflito mais amplo, afetando o apetite por ativos de mercados emergentes, como o Brasil.
Mercado aguarda indicadores e falas de autoridades
Além do cenário externo, investidores acompanham a agenda econômica doméstica e internacional. Nos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei de defesa de US$ 1 trilhão, enquanto o ex-presidente Donald Trump alertou para o risco de paralisação do governo e fez apelo por votações no Congresso. No Brasil, o governo insiste em negociar o tarifaço, mas vê chance de avanço após as eleições.
Impacto no mercado brasileiro
A queda do Ibovespa futuro reflete a combinação de fatores externos adversos. A alta do petróleo e a tensão geopolítica tendem a beneficiar ações da Petrobras, mas pressionam a maioria dos setores. O dólar opera em alta ante o real, e os juros futuros sobem, com investidores buscando proteção em ativos mais seguros.
Analistas do Bradesco BBI apontam que a maré começa a virar no mercado e o Brasil é a principal aposta, mas o cenário de curto prazo exige cautela. O leilão da BR-116, que mira R$ 7,2 bilhões em obras, pode ter efeito cascata na economia, segundo o FGV.



