Na noite da última sexta-feira, 31, o servidor público Ricardo Amaro de Lima, de 49 anos, foi assassinado dentro da própria casa, no bairro Morretes, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. A Polícia Militar (PM) foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima já sem vida, com sinais de estrangulamento e ferimentos causados por arma branca. A violência do ataque chamou a atenção dos agentes, que imediatamente isolaram a área para o trabalho da perícia.
O principal suspeito é o filho adotivo da vítima, que confessou o crime após ser detido. De acordo com a PM, ele agiu com a participação de outro homem, que também foi preso. A dupla foi localizada por equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal enquanto trafegava com uma das motocicletas pertencentes a Ricardo. Na abordagem, os dois confessaram a autoria e afirmaram que o homicídio foi motivado por desavenças familiares prévias.
Corpo encontrado em casa no bairro Morretes
A ocorrência foi registrada na noite de sexta-feira, na residência do servidor. Os policiais não informaram como receberam a denúncia, mas as buscas pelos suspeitos começaram logo após a confirmação do óbito. O corpo de Ricardo Amaro de Lima foi removido para exames periciais, que devem confirmar a causa exata da morte. Embora as lesões preliminares indiquem a combinação de asfixia por estrangulamento e cortes profundos, o laudo oficial será fundamental para o inquérito.
O bairro Morretes é uma área residencial de Itapema, cidade que atrai turistas durante todo o ano por suas praias. O crime gerou comoção entre vizinhos e colegas de trabalho da vítima, que ainda não conseguiram acreditar na tragédia.
Entenda como aconteceu a prisão dos suspeitos
Após o crime, a Polícia Militar e a Guarda Municipal iniciaram um patrulhamento intensificado na região. Os agentes localizaram dois homens em uma das motos que haviam sido levadas da casa da vítima. A abordagem ocorreu sem resistência, e a dupla prontamente confessou o crime. Um deles, o filho adotivo, assumiu ter participado diretamente do ataque e citou as desavenças familiares como motivação.
Durante as diligências, a segunda motocicleta roubada também foi recuperada pelas equipes. Os suspeitos foram encaminhados à delegacia de Polícia Civil de Itapema, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Eles permanecem à disposição da Justiça, mas os nomes não foram informados.
Investigação vai analisar celular e câmeras de monitoramento
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o homicídio. O celular da vítima foi recolhido e passará por perícia, com o objetivo de acessar mensagens e outros dados que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do crime. Imagens de câmeras de monitoramento das ruas próximas à residência também serão requisitadas. De acordo com a PM, esses elementos serão essenciais para entender a dinâmica dos fatos e o papel de cada envolvido.
O caso foi registrado como homicídio doloso, e a polícia trabalha para concluir o inquérito nos próximos dias. A expectativa é de que o Ministério Público ofereça denúncia contra os dois suspeitos, que poderão responder ainda por roubo, já que as motocicletas foram subtraídas após o assassinato.
Prefeitura de Itapema lamenta morte de servidor
A Prefeitura de Itapema emitiu uma nota oficial lamentando o falecimento de Ricardo Amaro de Lima. No comunicado, a gestão municipal destacou o trabalho do servidor e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. "Ricardo será lembrado pela dedicação ao serviço público, pelo carinho com que tratava as pessoas e pelo comprometimento com o trabalho desempenhado em benefício da população. Neste momento de profunda tristeza, renovamos nossa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho, desejando força e conforto para enfrentar esta irreparável perda", diz trecho da nota.
Amigos e colegas prestaram homenagens nas redes sociais, lembrando a trajetória do servidor. A administração municipal informou ainda que está acompanhando o caso e prestando apoio à família.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a defesa dos suspeitos ou sobre a realização de audiência de custódia.



