Uma mulher de 37 anos foi presa em Joinville, Santa Catarina, acusada de se passar por uma menina de 12 anos durante 14 meses. A suspeita utilizava chupeta, mamadeira e outras estratégias para convencer a família adotiva de que era uma criança. O caso chocou a região e trouxe à tona um histórico de golpes semelhantes em outros estados.
Como o golpe funcionava
A mulher, cuja identidade não foi revelada, abordava famílias carentes e se apresentava como uma adolescente em situação de vulnerabilidade. Para sustentar a farsa, ela alegava que problemas hormonais a faziam parecer mais velha e que sofria abusos em casa. A família, acreditando na história, a acolheu e passou a tratá-la como uma criança de 12 anos.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, a suspeita adotava comportamentos infantis, como usar chupeta e mamadeira, e pedia para ser ninada. Esses detalhes foram fundamentais para convencer as vítimas de que ela era realmente uma menina.
Histórico de crimes
Investigações da Polícia Civil de Santa Catarina revelaram que a mulher já havia aplicado o mesmo golpe em outros seis estados brasileiros. Ela já tinha sido presa anteriormente por crimes semelhantes, mas continuava agindo após ser solta. Desta vez, foi detida por estelionato e uso de documento falso.
A defesa da suspeita não foi localizada para comentar o caso. A polícia acredita que ela agia sozinha, mas não descarta a participação de terceiros em algumas das tentativas de golpe.
Confissão e reação da família
Durante o interrogatório, a mulher confessou o crime e disse que começou a aplicar o golpe há cerca de dois anos. Ela afirmou que escolhia famílias em situação de vulnerabilidade emocional ou financeira para aumentar as chances de ser acolhida.
A família que a acolheu em Joinville ficou chocada ao descobrir a verdade. Inicialmente, não acreditavam nas acusações, mas a polícia apresentou provas contundentes, como documentos falsos e testemunhas de outros estados. Os parentes adotivos agora passam por acompanhamento psicológico.
Consequências legais
A mulher foi encaminhada ao sistema prisional de Santa Catarina, onde aguarda julgamento. Ela pode pegar até seis anos de prisão pelos crimes de estelionato e falsidade ideológica. A polícia continua investigando se há outras vítimas nos estados onde ela atuou.
O caso serve de alerta para famílias que acolhem crianças ou adolescentes em situação de risco. As autoridades recomendam que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente ao Conselho Tutelar ou à polícia.



